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Justiça manda soltar suspeita de aplicar 'Boa noite, Cinderela' em idoso no litoral de SP

Justiça solta mulher investigada por golpe do 'Boa-noite, Cinderela' em Praia Grande, SP

G1 — Brasil · 2026-07-24T19:40:11.000Z

Justiça solta mulher investigada por golpe do 'Boa-noite, Cinderela' em Praia Grande, SP

A Justiça de Praia Grande (SP) revogou a prisão de Ágatha de Oliveira Ricardo, de 35 anos. Ela é suspeita de aplicar o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela” em um idoso de 77 anos e furtar bens avaliados em mais de R$ 14,5 mil no litoral de São Paulo.

Ágatha foi presa em Barueri (SP) na última terça-feira (21). O 3º Distrito Policial de Praia Grande pediu a prisão após ela supostamente dopar o homem, que havia conhecido em um aplicativo de relacionamento. A mulher é acusada de colocar um medicamento na água da vítima, furtar o telefone celular e fazer transferências bancárias.

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Na quarta-feira (22), a defesa pediu a revogação da prisão preventiva. Os advogados apontaram irregularidades, afirmando que ela não foi ouvida pela polícia, e alegaram que a cliente é mãe e única responsável por uma criança com deficiência.

O juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal da cidade, considerou que não houve irregularidades na prisão. O magistrado, porém, determinou a soltura da suspeita por avaliar que o crime não foi praticado com violência e que não há riscos de fuga.

“No presente momento processual, a medida de segregação cautelar não mais se apresenta útil ao processo”, destacou o juiz.

Ágatha de Oliveira Ricardo, de 35 anos, foi presa acusada de aplicar um “Boa noite, Cinderela” em um idoso de 77 anos e furtar bens dele avaliados em mais de R$ 14,5 mil no litoral de São Paulo

Em nota, o advogado Bruno Hiche, que representa a investigada, disse que a prisão foi revogada mediante o compromisso de Ágatha comparecer a todos os atos processuais. Ele destacou que a defesa entende a soltura como uma "medida adequada".

A defesa declarou ainda que há provas de que o idoso fez as transações bancárias "absolutamente lúcido". Segundo o advogado, após a solicitação ser aceita pelo juiz, a defesa pediu informações ao banco sobre como as transferências foram autorizadas.

"A defesa luta para que os direitos da vítima sejam respeitados e por verdade e justiça", diz trecho da nota.

Relembre o caso

O crime aconteceu em julho, na casa do idoso em Praia Grande. De acordo com a investigação, o idoso conheceu a suspeita por meio de um aplicativo de relacionamentos e, após aproximadamente três meses de conversas, os dois marcaram um encontro.

Ainda conforme a polícia, durante a visita, a mulher ofereceu um copo de água ao homem. Após ingerir a bebida, ele perdeu a consciência. A vítima contou que acordou apenas no dia seguinte e percebeu que o celular e outros objetos - não especificados - haviam sumido.

O idoso verificou a conta bancária e percebeu movimentações financeiras suspeitas, incluindo a contratação de um empréstimo de R$ 11 mil e diversas transferências via Pix.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi identificada durante as investigações e reconhecida pela vítima. Diante das provas reunidas, a corporação solicitou a prisão preventiva da suspeita, que foi autorizada pela Justiça.

À polícia, a investigada afirmou que complementava a renda como acompanhante e disse que foi à Baixada Santista para conhecer o idoso pessoalmente. Ela admitiu ter colocado um sedativo na bebida do homem, alegando que ele teria se exaltado durante o encontro.

Sobre as transferências bancárias, a mulher apresentou uma versão diferente da apurada pela investigação. As investigações continuam para apurar se outras pessoas participaram do crime ou foram beneficiadas pelas transferências.

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