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Grito dos Excluídos: manifestantes pedem direito à moradia e denunciam violência contra a mulher

Grito dos Excluídos no Recife: manifestantes levam cartazes contra violência contra mulher

G1 — Brasil · 2026-09-07T15:19:48.000Z

Grito dos Excluídos no Recife: manifestantes levam cartazes contra violência contra mulher

A manifestação Grito dos Excluídos e Excluídas chegou a sua 32ª edição neste feriado da Independência. Com concentração no Centro do Recife, no Parque 13 de Maio, no bairro da Boa Vista, os manifestantes promoveram um ato com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!” (veja vídeo acima).

A caminhada seguiu com destino ao Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio, também na área central da cidade. O ato aconteceu de forma simultânea em diversas cidades brasileiras. No Recife, a manifestação é no mesmo período do desfile cívico-militar, que ocupa a Zona Sul da cidade.

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Grito dos Excluídos realiza caminhada no Centro do Recife no 7 de setembro

O lema da edição 2026 do ato "denuncia as desigualdades sociais, a violência contra as mulheres, a precarização da moradia, os conflitos por terra e os ataques aos direitos da população", conforme divulgação do evento.

A tradicional passeata foi criado em 1995 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em articulação com movimentos sociais e pastorais. Enildo Golveia, de 53 anos, participa da organização do Grito dos Excluídos no Recife há cerca de 10 anos.

"O Grito dos Excluídos traz nesse 7 de setembro, nas ruas de todo o Brasil, para denunciar a falta de moradia, para denunciar o feminicídio e também denunciar os ataques à soberania do nosso povo, do nosso país. Também trazemos propostas da população, proposta das organizações sociais, das igrejas, para superar esses gargalos sociais e econômicos, que nós temos, ainda, presente, infelizmente, no país", explica Enildo em entrevista ao g1.

Se reuniram para o ato no Recife movimentos, organizações da sociedade civil, militâncias e grupos religiosos.

Manifestantes denunciam moradias precárias na 32ª edição do Grito dos Excluídos

"A gente já tem uma diversidade muito grande de movimentos aqui, de Movimento Sem Terra, movimentos pela moradia, pastorais sociais ligados à igreja católica e outras igrejas, a Tenda do Encontro, a Central Única dos Trabalhadores, o movimento da Marcha Mundial das Mulheres. Enfim, é uma diversidade grande de movimentos sociais, políticos e ambientais", pontua o coordenador do Grito dos Excluídos.

Os manifestantes levam cartazes que citam nome de mulheres que foram vítimas de violência ou feminicídio. Um deles traz o nome "Maria Luiza", jovem de 19 anos que foi encontrada morta no Recife, após passar um dia desaparecida. Os nomes de vítimas também aparecem em cruzes. A bandeira do Brasil também "suja de sangue".

32ª edição do Grito dos Excluídos denuncia violência contra mulheres

Além de protestos contra o feminicídio e a violência contra a mulher, os manifestantes levaram outras pautas para o Grito dos Excluídos. Alguns cartazes levam mensagens sobre a precarização da moradia, outros pedem o fim da escala 6x1 – cuja Proposta de Emenda à Constituição (PEC) está em avaliação no Senado.

Eduardo Melo é motorista, mas está desempregado e vivendo em situação de rua. Ele participou do 32ª Grito dos Excluídos e, em entrevista à TV Globo, falou da sua motivação de aderir ao ato.

"Eu busco aqui melhoria para as pessoas que estão morando hoje na rua, na questão da alimentação, da moradia, na educação, na saúde. Muitas vezes, a pessoa acha que entregar uma refeição é só chegar lá dar um lanche, um almoço, e resolveu o problema. Mas a situação continua e perdura. Porque aumenta a quantidade de pessoas na rua e não resolve nada, continua a mesma situação. O sistema precisar fazer uma pesquisa para ver o que é realmente necessário para resolver o problema. Um conjunto habitacional, qualificação profissional, que é a educação, e cursos, e oferecer emprego para as pessoas que querem trabalhar", disse.

Eduardo Melo vive em situação de rua e participa do 32º Grito dos Excluídos, no Recife

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