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Socorristas acalmam pais que perderam filha de 7 anos em acidente de carro no Paraná
G1 — Brasil · 2026-09-07T16:58:07.000Z
Socorristas acalmam pais que perderam filha de 7 anos em acidente de carro no Paraná
Camila Canolla e Leonardo Zangari são os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que acolheram os pais de uma menina de sete anos, que morreu em um acidente de carro em Marialva, no Norte do Paraná.
Após a repercussão da imagem nas redes sociais (assista acima), Camila disse ao g1 que a empatia capturada pela gravação é genuína, e não algo treinado para a profissão. Para ela, atitudes semelhantes deveriam ser comuns no dia a dia.
"Isso que aconteceu era para ser o comum. [...] Talvez hoje as pessoas se esfriaram e não tenham mais tanto essa empatia", diz Camila.
Socorristas tentaram acalmar pais após acindente que matou filha de 7 anos.
Os dois socorristas atuam na área há 10 anos e possuem experiência em atendimentos de situações graves. Leonardo ainda explicou que, ao iniciarem um serviço, ficam "no automático" porque precisam seguir procedimentos. Entretanto, a emoção surge depois que a ocorrência é encerrada.
"Não tem como a gente não se emocionar. Porque você lembra de toda aquela situação, lembra daqueles pais, daquela família que está passando por isso", conta Leonardo.
Como foi o acidente e o atendimento
A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que pai e filha estavam no carro no momento do acidente, no dia 30 de agosto. Eles passavam por uma estrada de terra, na área rural de Marialva, quando o veículo derrapou, capotou e os dois foram ejetados.
O primeiro atendimento que a menina recebeu foi de um enfermeiro que passava pelo local. Em seguida, o Samu chegou ao endereço, que é de difícil acesso, com helicóptero e ambulância.
A morte foi confirmada após diversas tentativas de reanimação.
Carro capotou depois de derrapar em pedras de estrada rural.
Ronaldo Vanzo/RPC Maringá
Depois da confirmação do óbito da criança, Camila e Leonardo se aproximaram dos pais da vítima, que estavam sentados no chão. Foi neste momento em que os profissionais foram gravados abraçando e acalmando os pais da vítima.
Segundo eles, a decisão de confortar os familiares foi natural e com o objetivo de tentar amenizar a dor da família.
"Eu acabei abordando a mãe por ser mulher mesmo, até por essa empatia de mãe, e o Leonardo abordou o pai, mas foi algo simultâneo. Por mais que sejamos uma equipe, neste momento, nós não tínhamos combinado [...] É impossível não se colocar no lugar do outro com tanto sofrimento", explicou Camila.
A Polícia Militar (PM-PR) também registrou a ocorrência e realizou teste do bafômetro no pai, que não identificou consumo de bebida alcoólica.
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