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Com dívida de R$ 72 milhões, São Caetano aposta na concessão de estádio para sobreviver

Veja como está o estádio Anacleto Campanella, palco da final do Brasileiro 2001

ge — Futebol · 2026-09-07T17:00:00.000Z

Veja como está o estádio Anacleto Campanella, palco da final do Brasileiro 2001

O São Caetano busca uma das suas últimas cartadas pela sobrevivência. Na quarta divisão do Campeonato Paulista e sem vaga para nenhum torneio nacional, o clube aposta suas fichas na concessão do estádio Anacleto Campanella para aumentar as fontes de receitas e retomar o protagonismo no futebol paulista.

A intenção do clube é conseguir a concessão do estádio pelos próximos 20 anos, a partir de 2027. Um projeto apresentado para a administração pública de São Caetano do Sul, dona do estádio, prevê investimento de até R$ 30 milhões no período feito por empresas privadas e parceiras do São Caetano.

– A concessão do estádio salva o São Caetano, sim. Quando cheguei aqui, havia uma falência do São Caetano para ser decretada em 15 dias. Negociei essa dívida, evitamos a falência e chegamos a uma Recuperação Judicial, o que nos deu fôlego nesses quatro anos. Mas eu já estava "ficando com a língua roxa", precisando de parceiros – explica Jorge Machado, dono do São Caetano.

– A ideia é dar visibilidade e vida para esse espaço. Queremos começar com o gramado sintético para possibilitar a realização de shows e eventos. Pretendemos trazer a várzea, os colégios e as famílias para dentro do Anacleto. Queremos trazer grandes shows para São Caetano, o que é viável pelo tamanho da população, e tornar o estádio um espaço de vida e entretenimento na cidade – completou.

Estádio Anacleto Campanella

O primeiro passo seria a instalação de um gramado sintético. Atualmente, por receber jogos das categorias de base do clube, além de partidas do futebol amador, o campo não consegue ter o padrão ideal ao longo de toda a temporada. Por isso, a intenção é ter o gramado sintético para minimizar os problemas com a alta demanda e diminuir os custos com manutenção.

O projeto do São Caetano para o estádio Anacleto Campanella ainda prevê a reforma das arquibancadas, vestiários e camarotes. Com as obras, a previsão é de a capacidade suba dos seis mil lugares atuais para 13 mil em jogos. O local possui áreas interditadas atualmente por problemas de segurança e estrutura.

Jorge Machado, empresário e dono do São Caetano

A atual gestão do São Caetano, que tem o empresário Jorge Machado como proprietário, estima poder receber ao menos dez grandes eventos ao longo do ano no local. Isso ajudaria o clube a ter uma fonte de receita para ajudar com os custos do futebol profissional, que hoje é basicamente bancado por ele e por cotas que recebe da Federação Paulista de Futebol, além de poucos patrocinadores pontuais.

A grande aposta para aumentar as receitas é ter o Anacleto Campanella como espaço para shows e alternativas de grandes eventos fora da capital paulista, que tem os estádios de São Paulo e Palmeiras, além do Pacaembu, como principais locais procurados por empresas do ramo de entretenimento.

São Caetano foi eliminado da Copa Paulista pelo Primavera com placar agregado de 12 a 0

O São Caetano possui dívida de R$ 72 milhões e trabalha para homologar a Recuperação Judicial. Nesta temporada, o clube foi eliminado na semifinal da Série A4 do Campeonato Paulista e caiu na segunda fase da Copa Paulista para o Primavera, em placar agregado de 12 a 0.

Inaugurado em 1955, o estádio Anacleto Campanella é da prefeitura de São Caetano do Sul. Há 25 anos, o local recebia a final do Campeonato Brasileiro de 2001 entre São Caetano e Athletico-PR e foi palco de outros grandes jogos na época de sucesso do clube da cidade.

O ge procurou a prefeitura de São Caetano do Sul para entender a viabilidade do projeto, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem, que será atualizada em caso de resposta.

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