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Cinco pontos que explicam a má fase do Corinthians no Brasileirão

Corinthians perde para a Chape e chega a quarta derrota seguida

ge — Futebol · 2026-09-07T20:56:21.000Z

Corinthians perde para a Chape e chega a quarta derrota seguida

O Corinthians está em queda brusca no Campeonato Brasileiro. São quatro derrotas seguidas, marca que não era registrada desde 2007, ano marcado pelo único rebaixamento do clube. Em meio ao cenário de incerteza, o Timão despencou na tabela e agora vê a distância para o grupo dos quatro últimos colocados diminuir.

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Do dia 16 de agosto para cá, a equipe do técnico Fernando Diniz perdeu para o Cruzeiro, Coritiba, Santos e Chapecoense - sendo três desses jogos na Neo Química Arena e com média de público superior a 37 mil pessoas. O próprio treinador pediu desculpas à torcida pelos seguidos tropeços.

Abaixo, o ge mostra os motivos de dentro das quatro linhas que resultaram na queda de rendimento do Corinthians e na pior sequência do clube no Brasileirão dos últimos 19 anos. Fora de campo, é importante ressaltar que o clube vive a maior crise financeira de sua história e está em atraso com o pagamento de direitos de imagem e premiações devidas aos jogadores.

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Não há dúvidas de que o principal problema do Corinthians nas últimas semanas está relacionado à extensa lista de desfalques. No momento, Yuri Alberto, André, Zakaria Labyad e Kayke estão no departamento médico, enquanto Vitinho está na fase final da transição.

No último domingo, por exemplo, o técnico Fernando Diniz não pôde contar com Raniele, Gabriel Paulista e Hugo Souza - todos titulares - por conta de suspensão.

Com um elenco enxuto e sem possibilidade de ir ao mercado realizar contratações devidos aos três transfer bans ativos, o Corinthians encontra dificuldade em mandar a campo times competitivos. Semana após semana, a comissão técnica busca soluções internas para preencher o buraco gerado pelos desfalques.

Dificuldade em repetir escalação

Quando assinou com o clube do Parque São Jorge em abril deste ano, Diniz optou em repetir as escalações em seus primeiros jogos para que os atletas absorvessem mais rapidamente suas ideias de jogo. A estratégia deu certo e, de cara, o Corinthians acumulou uma sequência de sete jogos sem derrota.

Agora, no entanto, o cenário é justamente o oposto. Os seguidos desfalques, os maus resultados e a baixa produtividade da equipe têm obrigado o treinador a mudar jogo após jogo sua escalação. Nas quatro derrotas em sequência no Brasileirão, Diniz escalou 19 nomes como titulares.

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Veja a coletiva de Fernando Diniz após a derrota do Corinthians para a Chape

Falta de precisão

A falta de eficiência do sistema ofensivo tem papel determinante no momento ruim do Corinthians. O time fez quatro gols nos últimos quatro jogos do Brasileirão e desperdiçou muitas oportunidades.

No período, a equipe registrou média de 17 finalizações, com mais de 58% de posse e 617 passes trocados por jogo. Na prática, o Corinthians domina a bola, cria as oportunidades para derrotar seus adversários, porém erra na execução das jogadas de ataque.

No último domingo, diante da Chapecoense, Memphis Depay, Rodrigo Garro, Kaio César, André Carrillo e Pedro Raul perderam chances claríssimas que poderiam ter evitado mais um tropeço no Brasileirão.

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E a solidez defensiva?

A solidez do sistema defensivo foi enfraquecida nas últimas semanas. Embora ainda tenha a terceira melhor defesa da Série A, com 27 gols sofridos em 26 rodadas, o Corinthians tomou sete gols nos últimos quatro jogos.

A mudança de peças provocada pelos desfalques e a necessidade de buscar o resultado nos minutos finais têm deixado o sistema defensivo mais exposto, sofrendo gols na reta final do segundo tempo, como, por exemplo, diante do Cruzeiro e da Chapecoense.

Perda de foco

O contexto da instabilidade corintiana passa diretamente pela disputa da fase mata-mata da Conmebol Libertadores. Na próxima quarta-feira, o Timão inicia a fase quartas de final do torneio diante do Estudiantes, na Argentina.

O próprio Diniz afirmou que teve esse tipo de dificuldade em 2023, quando defendia as cores do Fluminense e acabou vencendo a competição.

— Acontece de maneira natural, não só aqui, mas em outros clubes. No Fluminense, que ganhamos a Libertadores, no Brasileiro era mais difícil de motivar. Não estamos em condição de escolher um campeonato para jogar. Neste momento agora, não vou descartar totalmente que o time entra mais motivado na Libertadores — afirmou.

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Fernando Diniz em Coritiba x Corinthians

Pensamento similar foi compartilhado por Memphis Depay em contato com os jornalistas.

— Em dois anos, mostramos ambição, ganhamos títulos, mas são momentos. A temporada é longa, consistência é uma das coisas que eu acho (que perdemos), manter o foco por 90 minutos, jogar rápido, qualidade, jogar simples, deixar a bola fazer o trabalho.

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