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Quatro cidades concentram mais de metade da população da região de Ribeirão Preto, SP, aponta IBGE

Vista aérea de Ribeirão Preto, SP

G1 — Brasil · 2026-09-08T07:00:00.000Z

Vista aérea de Ribeirão Preto, SP

Os municípios de Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Sertãozinho (SP) e Barretos (SP) concentram 50,6% de toda a população estimada das 66 cidades que integram a área de cobertura do g1 na região, em 2026.

Juntas, elas somam 1.361.040 habitantes, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de agosto. O número total de habitantes na região de Ribeirão Preto e Franca é 2,69 milhões de moradores.

O levantamento lista a população estimada de todas as cidades brasileiras.

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Números por cidade

O levantamento mostra que um a cada dois moradores está neste grupo de quatro cidades. Ribeirão Preto, sozinha, responde por mais de 25% de toda a população da área de cobertura.

Ribeirão Preto: 734.538 habitantes (27,3% do total da região)

Franca: 366.534 habitantes (13,6% do total da região)

Sertãozinho: 132.692 habitantes (4,9% do total da região)

Barretos: 127.276 habitantes (4,7% do total da região)

De acordo com os dados, Ribeirão Preto tem uma população 338 vezes maior que a cidade com a menor quantidade de habitantes da região, Santa Cruz da Esperança.

Para o urbanista Marco Castro, o crescimento de cidades que já têm um elevado número de habitantes é natural. Segundo ele, as metrópoles "vampirizam" as cidades menores.

"As cidades menores não têm atrativo para a pessoa abrir um shopping, abrir um comércio grande, porque essas cidades maiores, elas atraem todos esses investimentos", diz.

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Além de Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos liderarem o ranking com as maiores populações estimadas, estas cidades tendem a receber diariamente habitantes de outros municípios, menores.

O urbanista explica que esses municípios que cercam os "polos atrativos" podem ser considerados cidades-satélites ou cidades dormitórios.

🔎Enquanto a cidade dormitório define uma função socioeconômica, ou seja, as pessoas apenas moram e trabalham em outro lugar, a cidade-satélite é um conceito urbanístico e administrativo de um núcleo urbano próximo a uma metrópole, que pode ou não funcionar como dormitório.

Vista aérea de Franca, SP

Prefeitura de Franca (SP)

Segundo Castro, os habitantes que buscam a infraestrutura de lazer, comércio e serviço acabam indo para cidades maiores, onde está a concentração de renda e trabalho.

"Às vezes a cidade em que ela mora tem um custo de vida mais barato. Por exemplo: a pessoa que mora em Dumont para trabalhar em Ribeirão. A casa lá é mais barata e você tem uma qualidade de vida boa e ao mesmo tempo um custo mais barato", afirma Castro.

De acordo com a Amostra de Deslocamento para Trabalho, baseado no Censo Demográfico 2022 do IBGE, as cidades que cercam os quatro maiores municípios da região têm taxas de até 43% de moradores que trabalham fora. Veja abaixo as cidades da região com as maiores taxas:

Pessoas que trabalham fora do município

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