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'Não nos deixaremos abalar por ataques', diz número 2 da PF ao defender Andrei Rodrigues em evento

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad — segundo na hierarquia da corporação —, fez defesa pública do diretor-geral Andrei Rodrigues na manhã desta terça-feira (8).

G1 — Brasil · 2026-09-08T13:40:47.000Z

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad — segundo na hierarquia da corporação —, fez defesa pública do diretor-geral Andrei Rodrigues na manhã desta terça-feira (8).

Durante discurso na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para Agente de Polícia Federal, Murad afirmou que a instituição resistirá a "ataques".

"Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos", declarou Murad.

Segundo Murad, a atuação dos investigadores é "técnica, imparcial e livre de qualquer viés político".

"Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei, e comprometidos exclusivamente com o interesse público nos mantém confiantes de que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá", prosseguiu.

Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Ausência em evento de formação

O pronunciamento de Murad ocorreu no Teatro de Arena da Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, diante de uma plateia de 763 novos alunos.

Andrei Rodrigues era a autoridade esperada para abrir formalmente o curso de formação de novos agentes, mas não compareceu à solenidade após os desdobramentos de sua crise institucional.

A ausência do chefe da corporação e o subsequente discurso de Murad ocorrem em meio à repercussão da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o seu afastamento preventivo e imediato de Andrei Rodrigues e do Diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

A medida cautelar de Mendonça — que visa apurar as circunstâncias da produção de relatórios apócrifos de inteligência que monitoravam autoridades, incluindo o próprio relator e o advogado-geral da União, Jorge Messias

— já conta com maioria de 3 votos a 0 na Segunda Turma do STF, embora o julgamento virtual esteja temporariamente suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

- Esta reportagem está em atualização

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