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Advogada suspeita de transferir vítimas de exploração sexual para outro cativeiro é presa no RS
G1 — Brasil · 2026-09-08T13:59:32.000Z
Advogada suspeita de transferir vítimas de exploração sexual para outro cativeiro é presa no RS
Uma advogada foi presa preventivamente na sexta-feira (4), em Ijuí, no Noroeste do RS, em um desdobramento de uma investigação sobre cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. O caso envolve a exploração de jovens no município.
A mulher atuava na defesa de integrantes do grupo criminoso investigado. Segundo a Polícia Civil, ela assumiu o compromisso perante o Ministério Público de garantir a libertação e o retorno seguro das vítimas para as famílias.
O acordo, no entanto, não teria sido cumprido. A investigação aponta que as mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento de prostituição na região de Planalto, no Norte do estado.
A OAB/RS afirmou que tomou conhecimento do caso na manhã desta terça-feira (8). De acordo com o órgão "a Ordem gaúcha requereu acesso aos autos do inquérito, a fim de analisar os fatos apurados e adotar, com a celeridade necessária, as providências institucionais cabíveis".
Uma das vítimas relatou à Polícia Civil ter sido ameaçada de morte pela advogada durante o deslocamento. A suspeita teria afirmado que a mataria caso a mulher voltasse a procurar as autoridades. A ameaça embasou o pedido de prisão preventiva.
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Dias após o fechamento da casa em Ijuí, a polícia realizou uma operação no estabelecimento em Planalto. Oito mulheres foram encontradas no local e resgatadas.
A suspeita é de que o local seria comandado pelo mesmo grupo investigado em Ijuí. A organização criminosa seria liderada por um homem que está recolhido na Penitenciária Modulada do município.
Além da advogada, outras duas pessoas foram presas nos dias seguintes à operação. Uma mulher que trabalhava no local e um homem apontado como gerente do grupo criminoso foram detidos preventivamente.
O caso começou a ser investigado durante a Operação Momentum Libertatis, deflagrada nos dias 20 e 21 de agosto. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Na ocasião, três jovens foram resgatadas, incluindo uma mulher de 25 anos que estava grávida. Um homem responsável pela segurança do local foi preso em flagrante.
O estabelecimento era controlado por uma facção criminosa. As vítimas seriam submetidas a um sistema de dívidas impagáveis para restringir a liberdade delas. As investigações continuam.
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