ITATIBA1

Queda de diretor-geral da PF amplia pressão e STF busca saída para crise

Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, é ouvido na CPI do Crime Organizado

G1 — Brasil · 2026-09-08T15:35:19.000Z

Diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, é ouvido na CPI do Crime Organizado

Andressa Anholete/Agência Senado

A decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal é mais um capítulo da crise instalada no coração do Supremo por causa do caso Master. O afastamento provoca novas reações em Brasília e, se confirmado, acirra os ânimos.

Como o blog revelou mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.

O grupo de Mendonça argumenta nos bastidores que Andrei estaria ajudando Alexandre de Moraes. Andrei nega. Aliados do diretor-geral, com quem o blog tem conversado, rebatem a acusação lembrando que foi justamente a PF, sob o comando dele, que prendeu Daniel Vorcaro.

Esse é o principal argumento da defesa de Andrei. Mas a crise já deixou de ser há muito tempo só sobre Vorcaro ou sobre o caso Master. Hoje, é uma crise do próprio Supremo.

Agora no g1

Duas visões sobre a saída

Dentro do Supremo, há duas visões diferentes sobre a saída para essa crise, segundo apuração do blog.

Um grupo defende uma solução “da porta para fora”: o afastamento de Moraes e, no limite, depois de uma eventual investigação, a saída dele da Corte. Essa investigação ainda não existe.

O argumento desse grupo é que, com as novas revelações, não dá para Moraes assumir a presidência do Supremo em 2027. Ele é o próximo na fila para comandar a Corte.

Já o grupo de Moraes rechaça esse cenário e defende uma solução “da porta para dentro”, com o encerramento do inquérito das fake news e a anulação do relatório.

Decisão nas mãos de Fachin e do plenário

O Supremo terá de responder a duas questões: o material vai ser anulado? E, se não for, haverá investigação? De quem?

A resposta está nas mãos de Edson Fachin e do plenário. Segundo apuração do blog, a expectativa é que a sessão aconteça só na semana que vem. A possibilidade de anulação do relatório também está colocada.

A crise começou no Master, tornou-se uma crise do Supremo e agora é o próprio tribunal que terá de encontrar uma solução, e dar uma resposta à sociedade.

Leia no Itatiba1 →