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Trump comemora vitória da extrema direita na Alemanha: 'Estão em ascensão'

Líderes europeus reagem a 1ª vitória da extrema-direita em eleição na Alemanha desde o fim da II Guerra Mundial

G1 — Brasil · 2026-09-09T00:03:07.000Z

Líderes europeus reagem a 1ª vitória da extrema-direita em eleição na Alemanha desde o fim da II Guerra Mundial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta terça-feira (8) a vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição estadual da Saxônia-Anhalt, no leste alemão. O partido de extrema direita recebeu cerca de 44% dos votos.

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A vitória de domingo (6) foi a primeira de um partido de extrema direita em uma eleição estadual na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Trump atribuiu o resultado às regras de imigração do país.

"Eles finalmente se cansaram das regras e regulamentações absolutamente horríveis sobre imigração, que prejudicaram tanto a Alemanha. ELES ESTÃO EM ASCENSÃO e não vão mais aceitar isso! MGGA!!!", escreveu Trump em uma rede social.

👉 A sigla "MGGA" usada pelo presidente significa "Make Germany Great Again" ("Faça a Alemanha Grande Novamente"), uma adaptação do slogan político de Trump, "Make America Great Again" (MAGA).

A vitória nas urnas, no entanto, não garante à AfD o comando do governo estadual. A legenda ainda depende da composição do Parlamento para saber se terá maioria suficiente para governar.

O resultado também representa um revés para o chanceler Friedrich Merz, líder da coalizão conservadora que governa a Alemanha. A CDU, partido de Merz, ficou bem atrás da AfD na Saxônia-Anhalt.

Merz e Trump trocaram críticas em abril. A briga começou após o chanceler alemão afirmar que os EUA estavam sendo "humilhados" na guerra contra o Irã. A crise resultou na retirada de parte das tropas norte-americanas da Alemanha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026

O que a AfD defende

A imigração está no centro das propostas da AfD.

O partido defende regras mais rígidas para a entrada e permanência de estrangeiros na Alemanha, além da ampliação das deportações e da adoção de uma política de “remigração”, termo usado pela legenda para defender o retorno de imigrantes aos países de origem.

A sigla também propõe mudanças nas políticas de integração e medidas mais duras para quem solicita asilo.

Na educação, a AfD defende mudanças nas regras de frequência escolar e a possibilidade de ensino domiciliar. O partido também propõe separar crianças refugiadas em turmas específicas e alterar o conteúdo das escolas, com maior ênfase na identidade e na cultura alemãs.

Na área de energia, a legenda quer reverter parte da política climática adotada pelo país, ampliar o uso de combustíveis fósseis e retomar a energia nuclear. O partido também propõe reduzir o papel das emissoras públicas e restringir a atuação delas a um serviço considerado básico.

Na política externa, a AfD defende uma reaproximação com a Rússia, o fim das sanções contra Moscou e a redução do apoio alemão à Ucrânia. O partido também é crítico à União Europeia e quer devolver aos países-membros parte das competências atualmente concentradas no bloco.

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