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Fibromialgia: Isabela Garcia relembra luta da mãe contra síndrome ao tratar do tema em novela

Isabela Garcia relembra luta da mãe contra fibromialgia ao tratar do tema em novela

G1 — Brasil · 2026-09-09T07:00:00.000Z

Isabela Garcia relembra luta da mãe contra fibromialgia ao tratar do tema em novela

Interpretar uma personagem com fibromialgia em "Quem ama cuida" fez Isabela Garcia revisitar uma experiência pessoal dolorosa. A atriz que acompanhou de perto a luta da mãe contra a síndrome, marcada por dores intensas, diagnósticos difíceis e impactos emocionais profundos.

Na trama, a personagem Elisa, mãe da protagonista, enfrenta semanas de sofrimento, com exames inconclusivos, até descobrir a causa dos sintomas. A história lembra a trajetória de muitos pacientes que convivem durante anos com dores sem explicação antes de receberem o diagnóstico correto.

"Minha mãe tinha fibromialgia. Ela sofria muito com muitas dores e achavam que era uma coisa, achavam que era outra. A pessoa passa por momentos difíceis de saúde, de dores absurdas, de altos e baixos. Isso mina o psicológico da pessoa", afirmou a atriz.

Isabela Garcia relembra luta da mãe contra fibromialgia ao tratar do tema em novela

A experiência relatada por Isabela reflete uma realidade comum entre pacientes com fibromialgia. A síndrome é caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga e alterações cognitivas, mas costuma não aparecer em exames laboratoriais ou de imagem, o que pode atrasar a identificação do problema.

Foi o que aconteceu com Daiana, que falou com o Fantástico. Antes de descobrir a doença, ela passou por consultas com ortopedistas, neurologistas e cardiologistas, além de realizar diversos exames que não apontaram alterações. O diagnóstico só veio depois de uma longa busca por respostas.

Segundo especialistas, a fibromialgia está associada a uma disfunção do sistema nervoso central que altera a forma como o cérebro processa a dor. Como consequência, estímulos que normalmente não causariam desconforto podem se tornar dolorosos.

Fibromialgia é uma síndrome que provoca dores crônicas e afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas

Impacto além da dor

A doença também pode comprometer a vida profissional, social e familiar dos pacientes. Muitas pessoas relatam dificuldade para trabalhar, estudar e realizar tarefas simples do dia a dia. Em períodos de crise, atividades comuns podem se tornar impossíveis.

"A primeira coisa que a fibromialgia me tirou foi o sorriso, porque sorrir dói, incomoda", disse uma pessoa diagnosticada com a síndrome.

Grupos de apoio têm se tornado um espaço importante para troca de experiências e conscientização. Entre as principais reivindicações estão o combate ao preconceito e a ampliação do acesso a tratamentos especializados.

Dores de quem lida com a fibromialgia nem sempre são constantes

Uma dor que ninguém vê

Uma lei em vigor desde janeiro reconhece a fibromialgia como deficiência. Mas a aposentadoria por invalidez, o auxílio-doença e outros benefícios dependem de uma avaliação.

Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas com fibromialgia são mulheres. Mas a medicina vê um viés de gênero nos dados: os homens são estimulados a suportar a convivência com as dores.

Em Niterói, região metropolitana do Rio, um grupo discute ações para informar a população sobre a síndrome. O objetivo é que as pessoas não tenham medo de serem julgadas.

"Não falamos em eliminar ou curar a fibromialgia porque ela é uma condição crônica. O que fazemos é reorganizar, ressignificar e reinventar formas de viver", afirma uma especialista.

Grupo discute ações para informar a população sobre a fibromialgia

O grupo enfrenta a dor para informar que a fibromialgia não é 'frescura' ou 'coisa da cabeça': ela tem uma base real, física, no corpo.

A iniciativa luta para que os principais remédios que aliviam a dor estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). E que governos padronizem as perícias para definir se uma pessoa com a síndrome é capaz de trabalhar.

A busca por ajuda tem crescido: nos últimos cinco anos, o SUS fez mais de 2 milhões de atendimentos relacionados à fibromialgia. Hoje, são mais de seis mil profissionais dedicados só à dor crônica.

Não há tratamento que resolva a síndrome, mas todos podem tratar fibromiálgicos com gentileza. "A gente não fala sobre eliminar e curar a fibromialgia, porque ela está posta como uma condição crônica. Então, a gente reorganiza, ressignifica", contou a psicóloga.

Grupo discute ações para informar a população sobre a fibromialgia

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