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PF prende em Campo Grande suspeitos de vender eletrônicos do Paraguai e cobrar dívidas com armas

PF mira grupo que vendia eletrônicos ilegalmente e cobrava dívidas com armas

G1 — Brasil · 2026-09-09T10:51:56.000Z

PF mira grupo que vendia eletrônicos ilegalmente e cobrava dívidas com armas

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Nexum para desarticular uma organização criminosa suspeita de trazer ilegalmente produtos eletrônicos do Paraguai, vender as mercadorias de forma informal e cobrar os clientes por meio de ameaças, inclusive com uso de armas de fogo de grosso calibre.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos cumpridos em Campo Grande. As ordens foram autorizadas pela 5ª Vara Federal da capital.

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Um terceiro investigado também é alvo da operação, mas não foi preso. A Justiça determinou medidas cautelares contra ele, como a proibição de frequentar a região de fronteira e de manter contato com os demais investigados, além do uso de tornozeleira eletrônica.

Grupo vendia eletrônicos e fazia cobranças

Segundo a investigação, os suspeitos divulgavam os produtos eletrônicos nas redes sociais e realizavam as vendas de forma parcelada e informal. Quando os compradores não pagavam as dívidas, as cobranças eram feitas com ameaças.

A apuração também encontrou indícios de que o grupo estaria envolvido em empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Justiça bloqueou até R$ 10 milhões

Além das prisões e buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores ligados aos investigados. Foram determinadas a indisponibilidade de imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas e empresas relacionadas ao grupo, até o limite de R$ 10 milhões.

Também foi autorizado o sequestro de quatro veículos e a suspensão das atividades de três empresas que, segundo a investigação, eram utilizadas pelo grupo.

Mais de 50 policiais participam da operação

A operação reúne mais de 50 policiais federais de diferentes unidades da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.

A Receita Federal também participa da ação, auxiliando nas diligências realizadas em locais usados para depósito e comercialização das mercadorias.

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