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Vereador de Sumaré, interior de SP, é preso em operação contra tráfico de drogas
G1 — Brasil · 2026-09-09T12:23:08.000Z
Vereador de Sumaré, interior de SP, é preso em operação contra tráfico de drogas
O presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania), é apontado pela Polícia Federal (PF) como financiador de um esquema de tráfico de drogas. Conhecido como "Mister M", ele teria usado imóveis e empresas ligados a ele para dar suporte ao grupo criminoso.
Hélio foi preso na manhã desta quarta-feira (9). No pedido de expedição dos mandados enviado à Justiça, a PF informou que, entre janeiro e agosto de 2026, identificou episódios em que Hélio recebeu sacolas com o que aparentava ser dinheiro. Depois, os volumes teriam sido colocados em um veículo oficial da Câmara.
A investigação também aponta suspeita de uso de recursos ilícitos para financiar atividades político-eleitorais.
Segundo a PF, imóveis ligados ao vereador eram usados em nome de empresas, embora não houvesse atividade empresarial compatível nos locais. Os investigadores também identificaram um imóvel onde Hélio mantinha seu acervo de armas de fogo, que incluía um fuzil e pistolas.
O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, procuraram o Cidadania e a Câmara Municipal de Sumaré para pedir um posicionamento sobre a operação, mas não receberam retorno até a última atualização desta reportagem. As defesas do vereador e de Maikon não foram localizadas.
Quem é Hélio Silva
Nascido em Porteirinha (MG), Hélio Silva tem 55 anos, é casado e pai de oito filhos. Segundo a Câmara de Sumaré, ele atua como empresário no ramo de comércio varejista de materiais para construção. Também concorre ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026.
Hélio foi eleito vereador pelo Cidadania em 2016 e 2020. Em 2024, foi reeleito com 1.916 votos. Em janeiro de 2025, foi reconduzido à presidência da Câmara para o biênio 2025/2026.
Vereador Hélio Silva (Cidadania), presidente da Câmara de Sumaré (SP)
Sítio usado para guardar drogas
Batizada de "Archimagus", a operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas (SP), que reúne agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil de São Paulo, além de guardas municipais de Paulínia (SP).
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo (SP) e Jacutinga (MG).
Entre os locais alvo da operação está um sítio que, segundo a investigação, pode ter sido usado para armazenar drogas.
A PF também identificou indícios de financiamento da compra de drogas, além do armazenamento e da distribuição dos entorpecentes para pontos de tráfico na região de Sumaré. Imóveis e empresas também teriam sido usados no esquema criminoso.
Operação contra tráfico de drogas prende presidente da Câmara de Sumaré
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