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Indígenas denunciam contaminação na água que abastece aldeia no TO

Indígenas sofrem com contaminação da água na comunidade

G1 — Brasil · 2026-09-09T12:21:16.000Z

Indígenas sofrem com contaminação da água na comunidade

Indígenas da etnia Karajá Xambioá, da aldeia Kurehê, em Santa Fé do Araguaia, no norte do Tocantins, denunciam problemas na qualidade da água que abastece a comunidade. Uma análise solicitada pela Vigilância Sanitária do município apontou a presença de coliformes e da bactéria Escherichia coli, além da ausência de cloro na amostra coletada em uma torneira da escola da aldeia.

Segundo o cacique Teovaldo Moreira Karajá, cerca de 50 pessoas vivem na comunidade. Ele afirma que o problema é antigo e cobra uma solução para garantir água potável, principalmente para crianças e idosos.

"Foi um poço feito há muitos anos e ele nunca mais foi cuidado, foi até desativado dos programas. E aí, nunca foi feito aqui o poço realmente que nós merecemos, que é o poço artesiano", afirmou em entrevista à TV Anhanguera.

O cacique também afirmou que os estudantes deixaram de frequentar as aulas até que uma solução seja apresentada.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha a situação e orienta que, enquanto novas análises não confirmarem a qualidade da água, seja disponibilizada uma fonte segura para consumo e preparo de alimentos. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que iniciou a implantação de um poço artesiano para atender a escola.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tocantins afirmou que o abastecimento da aldeia é feito por meio de um poço artesiano e que distribui solução de hipoclorito de sódio a 2,5% e filtros de barro aos moradores. Segundo o órgão, até o momento não foram identificados registros de agravos à saúde associados à qualidade da água.

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Água imprópria para consumo

De acordo com a análise apresentada pela Vigilância Sanitária, a presença de coliformes e Escherichia coli, junto à ausência de cloro, torna a água imprópria para o consumo humano.

Em um ofício, a Vigilância Sanitária de Santa Fé do Araguaia orientou a escola a implantar um sistema de tratamento de água, limpar e higienizar o reservatório e isolar o sistema de captação do poço. A recomendação também estabelece que o poço deve ficar a pelo menos 15 metros de fossas, sumidouros e outras possíveis fontes de contaminação.

A prefeita de Santa Fé do Araguaia, Vicença Lino (União), disse em entrevista à TV Anhanguera que o município tem cinco comunidades indígenas e afirmou que a prefeitura precisa de apoio de outros órgãos para atender às demandas das aldeias.

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Íntegra da nota da Secretaria de Estado da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) esclarece que as coletas são realizadas em pontos definidos de acordo com o sistema de abastecimento e os locais de consumo, buscando obter amostras representativas da água disponibilizada à comunidade. Quando há sistema de cloração, também é realizada a verificação do cloro residual livre no momento da coleta.

Enquanto os resultados das novas análises não confirmarem que a água atende aos padrões de potabilidade, a orientação sanitária é que seja disponibilizada uma fonte segura de água para consumo e preparo de alimentos.

Conforme informado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os estudantes receberão água mineral durante a implantação do novo sistema de abastecimento, garantindo uma alternativa segura para o consumo da comunidade escolar.

A SES-TO segue acompanhando a situação e prestando as orientações sanitárias necessárias, com foco na segurança da água disponibilizada à população.

Íntegra da nota do DSEI Tocantins

Na aldeia Kurehê, o abastecimento de água potável é garantido por meio de um poço artesiano. Como medidas de segurança adicionais, o DSEI Tocantins distribui solução de hipoclorito de sódio a 2,5% e também filtros de barro para os domicílios. Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) orientam continuamente os moradores sobre os cuidados necessários.

Até o momento, não foram identificados registros de agravos à saúde associados à qualidade da água.

Secretaria de Estado da Educação

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que tomou conhecimento do resultado da análise da água utilizada na Escola Estadual Indígena Waxiho Bedu, localizada na Aldeia Kurehê, em Santa Fé do Araguaia, e já adotou as providências necessárias para solucionar a questão do abastecimento da unidade.

A Seduc já providenciou a implantação de um poço artesiano para atender a escola. O serviço está em andamento e passou por adequações técnicas necessárias para a continuidade da execução.

Enquanto a implantação do poço não for concluída, a Secretaria irá fornecer água mineral para o consumo dos estudantes e da comunidade escolar, como medida para garantir o acesso à água adequada para consumo durante o período de execução do serviço.

A Seduc permanece acompanhando a execução da intervenção até a conclusão do poço e a regularização do abastecimento da unidade escolar.

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