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Acusado de assassinar Jaqueline Naiara Guedes é julgado
G1 — Brasil · 2026-09-09T20:11:12.000Z
Acusado de assassinar Jaqueline Naiara Guedes é julgado
Maurílio Paiva, condenado por participação no assassinato de uma mulher em Porto Velho em 2014 e atualmente considerado foragido da Justiça após romper a tornozeleira eletrônica, invadiu uma residência e ameaçou uma mulher de morte em uma região de sítios na BR-319, na divisa entre Rondônia e Amazonas. O caso foi confirmado pela Polícia Militar (PM) nesta quarta-feira (9).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava sozinha com a filha na noite de domingo (6) quando o suspeito, que trabalhava como caseiro em uma propriedade próxima, arrombou a porta da casa e entrou armado com uma faca.
A mulher contou à polícia que Maurílio passou a fazer ameaças e xingá-la. Na tentativa de se proteger, ela correu para um dos quartos da residência, mas foi alcançada pelo suspeito. Os dois entraram em luta corporal e, durante o confronto, a vítima sofreu cortes nas pernas.
Ainda conforme o relato, o cabo da faca quebrou durante a briga. Em seguida, Maurílio começou a agredir a mulher com socos e chegou a bater a cabeça dela contra a parede.
A vítima afirmou que o suspeito permaneceu no imóvel por algumas horas, continuando as ameaças. Antes de deixar o local, ele teria dito que mataria ela e a filha caso a polícia fosse acionada. Ela afirmou que não sabe o motivo das agressões.
A Polícia Militar foi até o sítio onde o suspeito trabalhava como caseiro, mas ele não foi localizado. Durante as buscas, os policiais encontraram um documento de identificação na residência. A fotografia foi apresentada à vítima, que reconheceu Maurílio como o homem que invadiu a casa e praticou as agressões.
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Condenado por participação em assassinato
Maurílio Paiva foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri de Porto Velho, em abril de 2015, a mais de 12 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Jaqueline Naiara Costa Guedes, de 29 anos.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o crime ocorreu em janeiro de 2014. Maurílio abordou a vítima de forma violenta, a imobilizou e a entregou a outras pessoas em troca de drogas. Jaqueline foi encontrada morta em um terreno baldio na Zona Leste da capital.
Em 9 de dezembro de 2025, Maurílio recebeu autorização para cumprir a pena em regime semiaberto. O monitoramento eletrônico passou a ser realizado pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) em 17 de dezembro do mesmo ano.
Segundo o TJ-RO, o apenado rompeu a tornozeleira eletrônica em 1º de agosto de 2026, cerca de sete meses após passar ao regime semiaberto. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça.
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