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Trabalhadores resgatados em fazenda dormiam em chão de terra e sem proteção contra animais no Pará

Três trabalhadores foram encontrados em condições degradantes em uma fazenda de São Félix do Xingu. Fiscalização também constatou instalações sanitárias deterioradas e falta de local adequado para conservar alimentos.

G1 — Brasil · 2026-09-09T21:55:22.000Z

Três trabalhadores foram encontrados em condições degradantes em uma fazenda de São Félix do Xingu. Fiscalização também constatou instalações sanitárias deterioradas e falta de local adequado para conservar alimentos.

Três trabalhadores rurais submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados em uma fazenda na zona rural de São Félix do Xingu, no sul do Pará. A fiscalização, realizada entre os dias 17 e 26 de agosto, encontrou os trabalhadores dormindo do lado de fora da casa principal, em uma estrutura de madeira com chão de terra batida e sem proteção lateral contra a entrada de insetos e animais.

Segundo os fiscais, o espaço onde os trabalhadores dormiam não oferecia proteção contra animais peçonhentos ou de grande porte. Também não havia armários adequados para guardar objetos pessoais e mantimentos nem refrigerador para conservar os alimentos.

As instalações sanitárias estavam deterioradas e sem condições de uso. De acordo com a fiscalização, o conjunto de irregularidades comprometia condições mínimas de saúde, higiene e dignidade e caracterizou a submissão dos trabalhadores a condições degradantes de trabalho.

A fiscalização fez parte da Operação Resgate VI, voltada ao combate ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas. No Pará, a ação reuniu o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Defensoria Pública da União (DPU).

Após o resgate, os três trabalhadores foram acolhidos e atendidos pela rede de proteção socioassistencial de São Félix do Xingu. Depois do atendimento, eles retornaram às cidades de origem.

A mesma operação também constatou violações trabalhistas em Conceição do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Segundo as informações divulgadas sobre a ação, empregadores firmaram Termos de Ajuste de Conduta (TACs) para regularizar as situações identificadas.

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