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Leilão para nova concessão do Aeroporto de Brasília será em dezembro; veja detalhes do edital

Vista aérea do Aeroporto de Brasília

G1 — Economia · 2026-09-09T22:51:05.000Z

Vista aérea do Aeroporto de Brasília

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quarta-feira (9), o edital de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek.

🔎Repactuação é uma renegociação do contrato de concessão, ajustando as condições para melhor atender ao interesse público e garantir a boa administração do aeroporto. Nesse processo, uma nova empresa pode ser escolhida para administrar o terminal.

Os interessados devem apresentar os documentos necessários e formalizar propostas entre os dias 9 e 10 de dezembro, de forma online ou presencial. A sessão pública do leilão está prevista para 17 de dezembro.

O edital prevê a venda de 100% do capital social do terminal. Hoje, 51% das ações pertencem à atual administradora do aeroporto, a Inframerica, e 49% à Infraero — empresa pública federal vinculada à Secretaria de Aviação Civil.

O novo acordo traz a realização de um processo competitivo simplificado, com a inclusão de novas obrigações contratuais, a conversão de parte da outorga fixa em variável e a incorporação de dez aeroportos regionais ao contrato.

Também estão previstos novos investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no aeroporto brasiliense ao longo da vigência da nova concessão — que segue até 2037.

Entre as intervenções planejadas estão, por exemplo:

a construção de uma nova via de acesso ao aeroporto;

a implantação de um edifício-garagem;

a aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.

A concorrência terá lance mínimo fixado em 5,9% da receita bruta da concessão. A Inframerica, atual administradora do aeroporto, é obrigada a participar do leilão.

Saiba como funciona a logística das chegadas e partidas do Aeroporto de Brasília

Aeroportos regionais como 'contrapartida'

Quem vencer o novo leilão terá que investir, como contrapartida, em 10 aeroportos regionais espalhados pelo centro-sul do Brasil.

A futura concessionária deverá aportar cerca de R$ 660 milhões na ampliação, manutenção e operação dos terminais de:

Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT);

Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO);

Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS);

Ponta Grossa (PR);

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