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Bombeiro acusado de matar a mãe é absolvido e deixa prisão
G1 — Brasil · 2026-09-09T23:07:37.000Z
Bombeiro acusado de matar a mãe é absolvido e deixa prisão
O bombeiro militar Hórus Alves Monteiro de Jesus, de 47 anos, foi absolvido da acusação de feminicídio da própria mãe, Geralda Correia de Jesus, de 76 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Ele era acusado de ter empurrado a idosa pela janela de um apartamento no conjunto habitacional Banco Nacional de Habitação (BNH), no bairro Aparecida.
O caso aconteceu em 4 de novembro de 2024, em um imóvel na Rua Jurubatuba. A idosa foi socorrida e ficou internada na Santa Casa de Santos, mas morreu na manhã de 6 de novembro, dois dias após a queda.
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O Tribunal do Júri de Santos julgou o caso e reconheceu que o crime aconteceu, mas os jurados não atribuíram a autoria a Hórus. A decisão foi tomada por maioria de votos.
Bombeiro da PM reformado foi preso após mãe cair do terceiro andar de prédio, em Santos (SP)
Victor Godoy e g1 Santos
A sentença foi assinada pela juíza Thais Caroline Brecht Esteves Gouveia em 13 de agosto. No documento, ela registrou que a materialidade do crime foi reconhecida pelos jurados, mas a autoria não foi atribuída ao réu.
Com essa resposta, a votação foi encerrada antes da análise dos demais quesitos. De acordo com a magistrada, a continuidade seria incompatível com a sequência lógica prevista no questionário.
A juíza também ressaltou a soberania das decisões do Tribunal do Júri e afirmou que os jurados, no exercício de sua função constitucional, decidiram pela não atribuição da autoria a Hórus. A sentença também determinou a expedição do alvará de soltura.
Os advogados Airton Antônio Bicudo e Antônia Ferreira de Carvalho Balduino, que representaram Hórus, afirmaram que ele permaneceu preso por dois anos e respondeu ao processo em prisão preventiva, inicialmente decorrente de uma prisão em flagrante. Para os profissionais, a medida não teria sido acompanhada de uma análise minuciosa das provas.
Segundo a defesa, Hórus permaneceu preso com base em relatos de testemunhas que teriam interesse em prejudicá-lo e apresentado fatos que, de acordo com os advogados, não eram verdadeiros. Eles afirmaram que essas informações foram apresentadas ao Tribunal do Júri, que, por maioria de votos, em um placar de 4 a 3, reconheceu a inocência do bombeiro.
Ainda conforme os advogados, Hórus acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros após o ocorrido, por ser militar da corporação, e foi alvo de agressões e hostilidade no local. A defesa também criticou a prisão em flagrante e considerou que a medida foi precipitada, embora posteriormente tenha sido respaldada pela Justiça.
Os defensores afirmaram ainda que Hórus não representava risco à sociedade e que foi vítima de uma tragédia. Também mencionaram que ele havia sido expulso da Polícia Militar por questões que, segundo eles, ainda serão revistas pelo Poder Judiciário.
De acordo com os advogados, Hórus passou por um trauma considerado grave durante o processo. A defesa destacou a trajetória profissional do bombeiro e afirmou que ele prestou serviços à comunidade da região durante aproximadamente 20 anos.
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