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RJ se prepara para efeitos do El Niño, com previsão de períodos de seca e chuvas intensas

RJ se prepara para efeitos do El Niño, com previsão de períodos de seca e chuvas intensas

G1 — Brasil · 2026-09-10T03:00:00.000Z

RJ se prepara para efeitos do El Niño, com previsão de períodos de seca e chuvas intensas

O estado do Rio de Janeiro se prepara para enfrentar possíveis efeitos do El Niño, fenômeno climático que pode alterar os padrões de chuva, temperatura e vento. A previsão dos meteorologistas é de períodos de chuva mais frequentes em setembro e outubro, seguidos por períodos mais secos entre o fim da primavera e o verão. Depois da estiagem, a expectativa é de chuvas mais intensas no verão.

Diante do cenário, o governo do estado reforçou a estrutura de prevenção e resposta a desastres. Uma das medidas foi a criação, no fim do ano passado, da Força Especializada da Defesa Civil, formada por cerca de 200 militares e voltada para a prevenção e atuação em situações de emergência.

A preparação inclui treinamentos para que os agentes estejam aptos a montar bases operacionais em locais atingidos por eventos extremos. Durante uma das simulações, uma estrutura temporária é transformada em um gabinete de crise, onde coordenadores e representantes de órgãos mobilizados acompanham informações para orientar a tomada de decisões.

Um analista monitora imagens e dados em um telão e produz relatórios que servem de base para as autoridades definirem as ações necessárias.

RJ se prepara para efeitos do El Niño, com previsão de períodos de seca e chuvas intensas

“Aqui a gente tá simulando uma casa que tá num local isolado, precisando de apoio. O analista faz um relatório, chega na mão da autoridade; a autoridade, com base nas informações produzidas pelo especialista, toma a decisão”, explicou o tenente-coronel Gilvane Dias, oficial da Força Especializada da Defesa Civil.

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A estrutura também conta com um superdrone avaliado em cerca de R$ 3 milhões. O equipamento é usado para monitoramento e pode transportar objetos para áreas de difícil acesso.

Preparação para incêndios

A possibilidade de períodos mais secos também aumenta a preocupação com incêndios florestais. O risco associado ao cenário levou o governo federal a criar um grupo de especialistas para acompanhar a ocorrência de eventos extremos relacionados ao fenômeno.

Ministérios, institutos de pesquisa e universidades participam do monitoramento. A Sala de Situação para Incêndios Florestais também foi retomada, e o número de brigadistas foi ampliado.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o estado do Rio indicou, no fim de agosto, as áreas consideradas prioritárias para ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Dois documentos, no entanto, recomendados pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo ainda não haviam sido apresentados pelo governo do estado. O prazo para o envio terminou em 6 de agosto.

O governo estadual não informou o motivo pelo qual os documentos ainda não foram encaminhados.

Risco de temporais

Se os períodos secos aumentam a preocupação com incêndios, a previsão de chuvas mais intensas no verão também coloca os municípios em alerta para alagamentos, deslizamentos e outros desastres provocados por temporais.

Uma nota técnica da Secretaria Estadual de Ambiente analisou os riscos em 30 cidades do estado. De acordo com o documento, 83% da área analisada foi classificada como de alta ou média possibilidade de desastres causados por chuvas fortes.

Municípios da Região Serrana, como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, aparecem entre os que apresentam maior risco.

Para tentar integrar as ações de prevenção e resposta, o governo do estado criou, em julho, o Comitê de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño. O grupo reúne 18 órgãos e tem como objetivo coordenar medidas entre o estado e os municípios e agilizar a resposta em situações de emergência.

O que é o El Niño

O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal em uma determinada região. O aquecimento interfere na circulação da atmosfera e pode provocar mudanças nos padrões de chuva, temperatura e ventos em diferentes partes do planeta.

No estado do Rio, os meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam maior frequência de chuvas em setembro e outubro e períodos mais secos entre o fim da primavera e o verão.

A intensidade e os impactos do fenômeno, no entanto, podem variar ao longo dos meses.

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