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Análise: Atlético-MG desmorona no 2º tempo e se complica por vaga na semi da Sul-Americana

Na noite de quarta-feira, o torcedor viu algo comum quando o Atlético-MG vai à Vila Belmiro: uma equipe frágil e incapaz de competir com o Santos. O cenário foi ainda pior quando o time de Eduardo Domínguez desmoronou no segundo tempo e…

ge — Futebol · 2026-09-10T06:00:00.000Z

Na noite de quarta-feira, o torcedor viu algo comum quando o Atlético-MG vai à Vila Belmiro: uma equipe frágil e incapaz de competir com o Santos. O cenário foi ainda pior quando o time de Eduardo Domínguez desmoronou no segundo tempo e acabou derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo das quartas de final da Sul-Americana. Vários elementos explicam o resultado.

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Domínguez reconhece erros, mas vê vaga aberta

Domínguez contou com os retornos de Lyanco e Maycon, recuperados de lesão, entre os titulares. Para suprir a ausência de Cuello, suspenso, o treinador escalou Preciado para jogar aberto pelo lado direito. Em vez de colocar um volante entre os zagueiros, ele optou por segurar um dos laterais quando um descia ao ataque.

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A ideia do Atlético era clara: impedir o domínio e o volume ofensivo imposto pelo Santos quando joga em casa. No geral, deu certo. O time sofreu um susto logo no início em chute de Bontempo, que colocou Delfim para trabalhar.

Santos x Atlético-MG

Depois, o Galo se organizou bem defensivamente e pouco sofreu. Também não criou a ponto de incomodar o Peixe. Uma atuação regular para travar o time mandante nos primeiros 90 minutos da decisão.

O problema é que a bola parada fez a diferença. Em cobrança de escanteio curto, Arão aproveitou toque de Gabigol na área, e Lyanco dando condições, para abrir o placar.

O Santos se mostrou melhor depois do gol, mas, sem criar tanto perigo, chegou em chute de Rodinei pela linha de fundo. O Atlético tentou uma resposta em jogada individual de Fred, mas parou em Brazão.

Um primeiro tempo de disputas, de alternância da posse no meio-campo e poucas chances. Faltou mais repertório ofensivo por parte do Atlético para competir e ter oportunidades mais claras.

No segundo tempo, outro Galo

O equilíbrio do primeiro tempo não se repetiu na volta do intervalo. O Atlético voltou desorganizado e frágil: perdeu o meio-campo, deu espaço para o adversário atacar e se viu entregue na Vila Belmiro.

A partida ganhou um novo personagem: o goleiro Gabriel Delfim. Embaixo das traves, adiou ao máximo o segundo gol da equipe da casa. Pegou uma cabeçada, um chute de dentro da área, de longe, cara a cara. Mas não conseguiu evitar o gol de Ola.

Domínguez procurou mudar a equipe, dar maior agressividade ao setor ofensivo, mas sem ter sucesso. Quem era referência técnica - como Fred - cometeu erros graves e influenciou no segundo gol do Peixe. O ataque não funcionou, e a defesa sofreu, principalmente com Lyanco.

A bronca de Domínguez, na parada técnica, definiu a postura na etapa final: "Perdemos todos os duelos e deixamos que eles atacassem rapidamente". Deram tudo que o Santos queria para a partida.

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É difícil imaginar que um time pode sair 'satisfeito' depois de levar 2 a 0 no jogo de ida de um mata-mata. Mas, para o Atlético-MG, a sensação é quase essa. Pela atuação, era para ter ido à Arena MRV com um placar maior nas costas.

O cenário é complicado, mas o Galo ainda está vivo na busca por uma vaga na semifinal da Sul-Americana. Mas, para isso, precisa ter uma postura bem diferente diante do seu torcedor.

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