ITATIBA1

Operação do DF mira grupo que usa empresas fictícias para movimentar dinheiro

Operação da PCDF mira grupo criminoso que usava empresas fictícias, notas fiscais falsas e lavagem de dinheiro gerando prejuízo milionário ao DF

G1 — Brasil · 2026-09-10T11:54:04.000Z

Operação da PCDF mira grupo criminoso que usava empresas fictícias, notas fiscais falsas e lavagem de dinheiro gerando prejuízo milionário ao DF

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a operação Circuito dos Metais, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de usar empresas fictícias para emissão de notas fiscais fraudulentas e lavagem de dinheiro.

Em menos de 20 dias, uma empresa fictícia em Brasília emitiu 49 notas fiscais, de mais R$ 7 milhões, para outra empresa fictícia em São Paulo.

A polícia cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Ninguém foi preso.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.

Agora no g1

A investigação teve início a partir de autuação fiscal envolvendo a empresa de fachada em São Paulo, apontada como destinatária das notas fiscais emitidas pela empresa fictícia do DF.

De acordo com a apuração inicial, a empresa fictícia do DF, constituída em julho de 2020, emitiu 49 notas fiscais, no valor total de R$ 7.017.051,98, destinadas à ECO SUCATAS, entre 6 e 24 de agosto daquele ano.

Apesar do volume das operações, a suposta fornecedora não possuía conta bancária, e seu responsável formal não apresentou movimentações financeiras com a destinatária das notas ou com os demais investigados. A empresa foi posteriormente cancelada.

O aprofundamento da investigação revelou que a empresa de fachada de SP e destinatária das notas do DF recebeu R$ 108.378.171,58 e repassou R$ 107.797.703,13, no período de 1º de julho de 2020 a 1º de julho de 2024.

Também foram observadas:

coincidências de endereços, telefones e e-mails;

ausência de empregados cadastrados;

estruturas empresariais aparentemente reduzidas.

A polícia também identificou movimentações financeiras envolvendo pessoas físicas ligadas aos responsáveis pelas empresas investigadas, além da utilização de holdings, empresas de locação de veículos e de venda de roupas femininas. Entre os elementos patrimoniais identificados estão veículos de luxo, imóvel e aeronave.

Bloqueio de valores

Operação da PCDF mira grupo criminoso que usava empresas fictícias, notas fiscais falsas e lavagem de dinheiro gerando prejuízo milionário ao DF

Foi deferido o sequestro de bens, direitos e valores até o limite de R$ 56.805.140,55, abrangendo bloqueios de valores em instituições financeiras e investimentos, além de uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, seis veículos de luxo e um imóvel.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual demonstrada, pelos crimes de:

crimes contra a ordem tributária,

lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

As penas somadas podem chegar a 23 anos de prisão.

VEJA COMO PARTICIPAR: DER anuncia novo leilão público de veículos e sucatas no DF

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Leia no Itatiba1 →