ITATIBA1

Um ano após feminicídio de empresária, mandante segue foragido e executores aguardam júri

Assassinato de Ingrid Emanuelle completa um ano nesta quinta-feira (10)

G1 — Brasil · 2026-09-10T14:24:07.000Z

Assassinato de Ingrid Emanuelle completa um ano nesta quinta-feira (10)

Um ano após o feminicídio da empresária Ingrid Emanuelle Santos, de 34 anos, o ex-marido apontado como mandante e o homem acusado de intermediar a contratação dos executores continuam foragidos.

Roney Costa Ferreira e Luiz Carlos de Souza Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público, têm mandados de prisão em aberto e constituíram advogados para representá-los no processo.

O crime aconteceu no dia 10 de setembro de 2025, na casa de Ingrid, no bairro Parque Olímpico, em Governador Valadares. Segundo as investigações, a vítima abriu a porta de casa após receber uma ligação sobre uma suposta entrega de açaí.

Dois homens entraram no imóvel usando disfarces de entregadores e, minutos depois, deixaram o local. A empresária foi encontrada morta com as mãos amarradas e dois cortes profundos no pescoço.

Câmeras de segurança flagram falsos entregadores suspeitos de matar mulher em Governador Valadares

De acordo com a investigação, os dois executores estavam hospedados em Governador Valadares desde 27 de agosto, período em que monitoraram a rotina da vítima. Eles foram presos dois dias após o crime, no dia 12 de setembro, durante uma tentativa de fuga em um ônibus de turismo, em Itumbiara (GO).

Executores estão presos e aguardam julgamento

Ingrid Emanuelle: morte da empresária de Governador Valadares completa seis meses

O processo que envolve os dois executores foi separado daquele que apura a participação de Roney e Luiz Carlos. Segundo a promotora Carla Salaro, os dois homens presos já foram pronunciados pela Justiça, decisão que reconheceu a existência de prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria e encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Os executores recorreram da decisão, mas o recurso foi julgado improcedente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo a promotora, o julgamento aconteceu no fim de agosto.

"O processo demorou um pouco porque eles recorreram da decisão de pronúncia. Agora o recurso já foi julgado, então está praticamente pronto para o julgamento", explicou Carla Salaro.

A próxima etapa é a certificação do trânsito em julgado da decisão. Depois disso, acusação e defesa deverão indicar as provas que pretendem apresentar no plenário, como testemunhas, vídeos e documentos. Só então a sessão do Tribunal do Júri poderá ser marcada.

A promotora informou que os dois executores continuam presos e deverão permanecer em Minas Gerais até o julgamento.

Ex-marido e intermediário continuam foragidos

Polícia Civil divulga nomes e fotos de foragidos indiciados por planejar morte de empresária mineira

O outro processo envolve Roney Costa Ferreira, apontado como mandante do feminicídio, e Luiz Carlos de Souza Oliveira, apontado como intermediário na contratação e na logística dos executores.

Os dois foram denunciados pelo Ministério Público e, mesmo foragidos, constituíram advogados e apresentaram defesa. Segundo Carla Salaro, o processo também já está em uma fase que permite o avanço para a audiência de instrução e julgamento.

Apesar de terem apresentado defesa por meio de advogados, Roney e Luiz Carlos continuam com mandados de prisão em aberto. O nome deles foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol.

"Eles são réus, foram denunciados. Embora foragidos, eles constituíram advogado, apresentaram defesa. Então também pode ser marcada a audiência de instrução e julgamento", afirmou a promotora.

Até esta quarta-feira (10), não havia informação sobre o paradeiro dos dois.

Investigação apontou crime planejado

As investigações apontaram que o assassinato foi planejado com antecedência. Segundo o inquérito, os executores chegaram a Governador Valadares quase duas semanas antes do crime e passaram a acompanhar a rotina da empresária.

Mãe dedicada e trabalhadora: quem era a mulher morta por falsos entregadores em Governador Valadares

No dia do feminicídio, o mandante teria feito contato com Ingrid e informado sobre uma entrega de açaí. Os executores chegaram à residência usando capacetes e mochilas térmicas, o que teria permitido a entrada sem arrombamento.

Câmeras flagram falsos entregadores entrando na casa da mulher assassinada em MG

Eles permaneceram dentro da casa por cerca de cinco a dez minutos. Depois, saíram de motocicleta e o condutor ainda teria fechado o portão da residência para dificultar a descoberta do corpo.

A vítima foi encontrada por familiares depois de não comparecer a um compromisso escolar da filha, que tinha três anos na época. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o corpo de Ingrid ao lado de uma jarra de água. Segundo a Polícia Civil, a vítima ofereceu água aos homens antes de ser morta.

Além dos dois executores presos, a investigação também identificou outros suspeitos de participação no planejamento e no suporte à ação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Araguaína (TO), onde foram apreendidos celulares e equipamentos de armazenamento digital.

Segundo o Ministério Público, o processo contra Roney e Luiz Carlos continua separado daquele que envolve os executores. As duas ações ainda aguardam novas etapas antes de um julgamento.

INFOGRÁFICO: mulher é morta por falsos entregadores em MG

Initial plugin text

Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais

Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Leia no Itatiba1 →