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A revista britânica The Economist publicou um editorial acerca da crise do Supremo Tribunal Federal entitulado "Quando os defensores da democracia lhe viram as costas"
G1 — Mundo · 2026-09-10T14:55:41.000Z
A revista britânica The Economist publicou um editorial acerca da crise do Supremo Tribunal Federal entitulado "Quando os defensores da democracia lhe viram as costas"
A revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal se tornou um dos maiores perigos à democracia do Brasil após salvá-la durante o julgamento da trama golpista. Segundo a publicação, a crise institucional tem como centro as decisões de Alexandre de Moraes durante os julgamentos do 8 de Janeiro, seu envolvimento com o Caso Master e a disputa a céu aberto com o também ministro André Mendonça.
“Agora, com a eleição geral se aproximando, em 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça. O Supremo Tribunal Federal está no centro de um escândalo de corrupção repugnante e cada vez maior. No meio dele está o ministro que supervisionou o processo contra Bolsonaro, Alexandre de Moraes”, diz a publicação.
A revista descreve a crise no Supremo como uma disfunção institucional que está minando a confiança nas instituições do País, e aponta para seu desgaste diante das eleições de outubro.
“Os erros processuais de Mendonça e as tentativas descaradas de Moraes de se proteger também poderiam fornecer justificativa jurídica para encerrar toda a investigação sobre o Banco Master”.
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A The Economist também destacou as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude e compra de influência. A revista se referiu ao banqueiro, preso desde março deste ano, como um "playboy" e o "maior fraudador da história do Brasil".
O editorial citou os contratos envolvendo o escritório da mulher do ministro, Viviane Barsi de Moares, e as mensagens trocadas entre o jurista e Vorcaro antes da prisão do empresário.
“O fato de um poderoso ministro do Supremo ter qualquer ligação com o maior fraudador do Brasil já é decepcionante. Pior ainda é a reação de Moraes. Quando os vínculos entre os dois vieram à tona pela primeira vez, o presidente do tribunal, Edson Fachin, propôs a adoção de um código de ética que, entre outras medidas, obrigaria os ministros a prestar contas sobre rendimentos obtidos fora do tribunal. Moraes debochou da ideia”.
O inuquérito das fake news também ganhou destaque. A derrubada de contas de perfis bolonaristas foi definida pelo veículo como "decisões questionáveis". A revista também criticou o fato de Moraes "estar comprometido no caso porque acumulava os papéis de vítima, acusador e juiz".
Ainda assim, o texto destaca que os avanços do ministro foram "deixados de lado" diante de uma "ameaça maior" - em referência à tentativa de golpe de Estado planejada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
“Essa é a tragédia do Brasil. A corrupção no coração de suas instituições pode enfraquecer a confiança na democracia mais do que Bolsonaro jamais conseguiu”, conclui o texto.