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'Dark Horse': Além de Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis também enviaram emendas para ONGs ligadas a produtora; recursos não foram pagos

Veja a cronologia das investigações sobre 'Dark Horse'

G1 — Política · 2026-09-10T16:25:27.000Z

Veja a cronologia das investigações sobre 'Dark Horse'

A Polícia Federal (PF) aponta que além do deputado federal Mario Frias, alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10), os parlamentares Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) também assinaram emendas parlamentares para uma organização presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A verba das emendas, no entanto, não chegou a ser repassada, por conta de problemas técnicos no contrato que garantiria o pagamento dos recursos.

A informação consta no relatório da PF usado para embasar a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o cumprimento de mandados contra Mario Frias, Karina Ferreira da Gama e outros alvos investigados no caso.

Segundo a PF, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) presidido por Karina Ferreira da Gama, recebeu R$ 2 milhões em recursos de emendas parlamentares assinadas por Mario Frias.

Em outra frente, a Academia Nacional de Cultura (ANC), outra organização também presidida por Karina Gama, foi indicada como beneficiária de R$ 1 milhão em emendas destinadas por Marcos Pollon; e R$ 150 mil destinadas por Bia Kicis. Esses valores, porém, não foram efetivamente pagos.

A PF destaca que Marcos Pollon é eleito pelo Mato Grosso do Sul, e Bia Kicis pelo Distrito Federal. As emendas analisadas, porém, foram destinadas ao estado de São Paulo.

Essa diferença entre o estado pelo qual os parlamentares foram eleitos e o local que recebeu os recursos, segundo os investigadores, pode indicar descumprimento das regras que exigem uma relação entre a origem da emenda e o estado beneficiado.

Operação desta quinta

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares.

As medidas foram determinadas nesta quinta-feira (10) no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga organizações ligadas ao filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, o ministro também determinou a aplicação de medidas cautelares contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP), proibindo o parlamentar de deixar o país e de manter qualquer contato com os demais investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

Entre as organizações alvos de mandados estão o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), ambos presididos por Karina Ferreira da Gama. Ela também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção da cinebiografia Dark Horse.

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