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RS registra 1ª prisão preventiva por homofobia após morador perseguir e ameaçar síndico

RS registra primeira prisão preventiva por homofobia após morador ameaçar síndico

G1 — Brasil · 2026-09-10T17:59:48.000Z

RS registra primeira prisão preventiva por homofobia após morador ameaçar síndico

Um homem de 49 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (9) em Porto Alegre pelos crimes de homofobia e perseguição. Ele é investigado por perseguir, ameaçar e agredir o síndico do prédio onde mora.

Segundo a Polícia Civil, esta é a primeira prisão preventiva pelo crime de homofobia registrada no Rio Grande do Sul.

"Nós contamos como a primeira prisão preventiva por homofobia que aconteceu no estado. Já tinham ocorrido outras prisões, porém somente em casos de flagrante", explica o delegado Vinicius Nahan, titular da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) da capital.

A ordem de prisão preventiva foi deferida pelo judiciário e o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi localizado e preso. Agora, a polícia tem o prazo de dez dias para concluir o inquérito, que investiga os crimes de perseguição, injúria homofóbica e homofobia.

A vítima é um professor de 42 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que atua como síndico do condomínio localizado na região central de Porto Alegre. A investigação policial teve início em junho, após o morador denunciar o vizinho.

Os conflitos começaram em março do ano passado, logo após o suspeito se mudar para o prédio. Inicialmente, as desavenças envolviam questões condominiais, como obras sem autorização e som alto durante a madrugada.

"Já fazia um ano e meio que o preso tinha essa relação conflituosa de vizinhança com a vítima. E aí nos últimos meses se manifestou essa questão da homofobia, que na verdade esse conflito e essas provocações que ele fazia tinha como pano de fundo a homofobia", afirma o delegado.

De acordo com a polícia, após uma cobrança sobre as obras, o suspeito agarrou e empurrou o síndico, causando uma lesão no braço da vítima. A partir desse episódio, tiveram início comentários de cunho homofóbico.

Foram ouvidas testemunhas que confirmaram as ofensas, a agressão e o contexto de perseguição. Uma testemunha relatou ter ouvido o suspeito dizer: "Essa vai ser a última filmagem que tu vai fazer". A frase foi interpretada pela investigação como ameaça de morte.

Em outro relato, vizinhos contaram que o homem foi na direção do professor gritando provocações e ameaças. Ele teria encurralado a vítima contra a parede e simulado pegar uma faca. O síndico também relatou à polícia ter sido agredido com uma pancada de celular na cabeça.

Segundo a polícia, o suspeito possui diversos antecedentes criminais por crimes como tentativa de roubo, posse de drogas, tráfico e ameaças.

"Já havia cumprido 15 anos de reclusão no regime fechado, em razão de ter sido condenado por latrocínio, por roubo. Tendo saído no final do ano de 2024, o Poder Judiciário aceitou e deferiu a prisão preventiva", conclui o delegado.

Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) investiga do caso

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