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Recomendação tem como alvo o Dsei-Yanomami, que fica em Boa Vista.
G1 — Brasil · 2026-09-10T20:11:41.000Z
Recomendação tem como alvo o Dsei-Yanomami, que fica em Boa Vista.
Caíque Rodrigues/g1 RR
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e ao Distrito Sanitário Especial de Saúde Yanomami (Dsei-Y) a compra urgente de medicamentos contra o bicho-de-pé para atender pacientes na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A medida ocorre após a confirmação de 239 casos da doença em 2025. O território não recebe novos lotes do remédio desde 2023 e o estoque antigo venceu em 2024.
O g1 solicitou um posicionamento ao Ministério da Saúde, do governo federal, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Sem o produto na rede pública, profissionais de saúde compram o remédio 'Dimeticona 92%' com o próprio dinheiro. O MPF descobriu o problema durante uma inspeção na sede do Dsei-Y no mês passado.
Os dados oficiais mostram que a doença afeta mais duas regiões do território. Auaris concentra 92 casos, enquanto Surucucu registra 60 ocorrências neste ano.
O surto tem ligação com animais abandonados. Em dezembro, o MPF visitou a região e encontrou cães e gatos deixados por garimpeiros ilegais após as ações de retirada dos invasores. Sem cuidados, os animais contraem o bicho-de-pé e mantêm a doença em circulação nas comunidades.
Prazos e exigências
O MPF deu 30 dias para os órgãos de saúde comprarem e enviarem os medicamentos, com prioridade para Auaris e Surucucu. Os gestores também precisam explicar como trataram os 239 pacientes deste ano e apresentar um levantamento detalhado sobre a doença nas comunidades.
Em 90 dias, o governo federal precisa criar um plano de controle da doença. O projeto deve incluir o tratamento dos indígenas, o cuidado com os animais e a limpeza do solo nos espaços de convivência.
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