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Do gol sobre o Flamengo à fase artilheira na Arábia, Hugo Moura diz que aprimora chutes desde o Vasco

Hoje artilheiro, Hugo Moura diz que já trabalhava chutes de fora da área desde o Vasco

ge — Futebol · 2026-09-11T04:00:00.000Z

Hoje artilheiro, Hugo Moura diz que já trabalhava chutes de fora da área desde o Vasco

O volante Hugo Moura, de 28 anos e profissional desde 2018, somava oito gols em 282 partidas. Chegou ao saudita Al-Fayha no meio de julho e, em sete jogos, marcou a metade do que tinha feito em toda a carreira. O que explica a fase artilheira do ex-vascaíno? Ele conta em entrevista ao ge.

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- Cara, é fruto de muito trabalho. Eu vinha trabalhando no Vasco esses chutes de fora da área, mas não saía muito nos jogos (pelo Vasco). E aqui também eu venho treinando bastante e creio que estão saindo agora esses gols de fora da área. Então é fruto do que eu venho trabalhando a cada dia para tentar evoluir e tentar aprimorar também esses chutes.

Hugo Moura, ex-Vasco, comemora gol do Al-Fayha contra o Al-Kholood, pelo Campeonato Saudita.

Desses quatro gols anotados em sua primeira experiência internacional, dois foram de fora da área (um com cada pé), outro dentro dela de direita e um de cabeça. Mas antes de deixar o Vasco rumo à Arábia Saudita Hugo fez um gol importantíssimo no empate com o Flamengo por 2 a 2. Ele impediu a vitória do clube que o revelou com uma cabeçada aos 51 minutos do segundo tempo num jogo em que o maior rival vencia por 2 a 0 até a reta final.

Aos 51 min do 2º tempo - gol de cabeça de Hugo Moura do Vasco contra o Flamengo

- Cara, aquele gol foi muito importante mais pelo jogo, né? A gente estava perdendo de 2 a 0, aí eu entro no segundo tempo, a gente busca o 2 a 1 e no último lance eu faço um gol. Mais por ser um clássico, mais pelas críticas que eu vinha recebendo, eu acho que foi um gol muito importante para mim, muito importante também para o Vasco. Fui muito feliz nesse dia.

Hugo Moura acredita que a presença do treinador Fábio Carille, que o comandou no Athletico-PR e no Vasco, o ajudou a se adaptar rapidamente ao Al-Fayha e, consequentemente, a alcançar a marca de quatro gols em sete partidas.

Hugo Moura lembra gol contra o Flamengo: "Importante para mim e para o Vasco"

- Eles me dão todo o suporte que um novato num país diferente precisa ter. Então, cara, digo que o Carille e a comissão dele estão me ajudando bastante, porque eles já têm essa passagem aqui pela Arábia, ficaram bastante tempo no Al-Ittihad, no Damac. Eles têm essa experiência aqui e estão passando um pouco dela para mim. Isso está me ajudando a entender como que é o país, como que é o futebol para não chegar do zero. Também tenho que agradecer à comissão do Carille por esse começo de muito sucesso aqui na Arábia.

Você está na mesma liga do Cristiano Ronaldo, um ídolo para a sua geração, e o Al-Fayha enfrenta o Al-Nassr somente em 3 de dezembro. Já está ansioso por enfrentá-lo?

Hugo Moura fala da expectativa de enfrentar Cristiano Ronaldo e do reencontro com Lázaro,

- Às vezes se fala pouco do campeonato daqui no Brasil, mas, cara, tem Cristiano Ronaldo, eu joguei contra o Benzema agora quando ele estava no Al-Hilal. São caras que foram campeões do mundo, a gente tem que se alegrar muito em estar podendo disputar jogos contra esses grandes ídolos mundiais. Estou ansioso para essa partida, claro. Sou um grande fã do Cristiano Ronaldo, quero conhecer e ver de perto como que é. O cara é mundialmente falado, um fora de série,

- Então cara, é o que eu falo, campeonato difícil, a gente vai jogar contra jogadores de Copa do Mundo, e que cada dia, cada janela de transferência, os times estão se reforçando mais e com jogadores muito qualificados, e creio que isso deixa o campeonato melhor e mais competitivo, e isso dá uma visibilidade também para aqueles que estão chegando agora, que é o meu caso.

Feliz com início positivo na Arábia

- Muito feliz com o meu começo aqui na Arábia. A gente sabe que é uma cultura totalmente diferente do que a gente vive no Brasil. Cada jogo aqui é calor de 43, 44 graus. É complicado às vezes no começo assim a gente pegar esse calor, né? Porque a gente não está acostumado.

- O país é totalmente diferente do Brasil, a cultura é muito diferente. O campeonato aqui está muito valorizado, a gente vê jogadores de Copa do Mundo, como o Martinelli, que chegou agora, e vários outros jogadores. O campeonato está sendo muito difícil, e é muito difícil você entrar estando há apenas dois meses no clube. Você entrar para jogar num calor de 40 graus, 41 graus. Isso demora um tempo para você se adaptar, mas eu estou muito feliz pela comissão do Carille, que está me ajudando bastante na adaptação. Claro que chegaram brasileiros aqui, o Lázaro, o Yago, que era do América. Então fica também mais fácil para a gente conversar no dia a dia.

O Lázaro também é cria do Flamengo, e vocês chegaram a dividir o Ninho do Urubu. A presença dele o ajuda?

- Sim, eu já o conhecia da época do Flamengo e, quando fiquei sabendo da negociação, fiquei mandando mensagem para ele: "Vem logo, vem para me ajudar". Porque ele já tinha feito uma temporada aqui na Arábia, e para ficar aqui num clube sozinho, sem brasileiros, é um pouco ruim, né? É bom pela resenha, dia a dia e pela conversa ali no treino. Aí deu certo a negociação dele.

Elogios a Lázaro

- É um grande jogador, a gente sabe que ele já fez grandes jogos pelo Flamengo, pelo Almeria e pelo Palmeiras. Foi campeão no Palmeiras. Então, cara, é um grande jogador e que está nos ajudando bastante aqui. Cada dia a a gente vai se conhecendo melhor, de jogar junto há muito tempo, assim, porque eu o conheço mais da base. Quando eu saí do Flamengo, ele meio que subiu, então, não joguei muito tempo com o Lázaro, mas, cara, é um garoto muito do bem, e eu tenho certeza que vai fazer uma brilhante carreira aqui na Arábia.

Aos 28 anos, Hugo Moura faz balanço da carreira e planeja próximos passos na Arábia

Você vive sua primeira experiência internacional depois de fazer uma boa carreira no Brasil, sendo revelado pelo Flamengo e com passagens por Coritiba, Athletico-PR e Vasco. Aos 28 anos, quais seus planos para frente?

- Cara, eu sou muito orgulhoso da carreira que fiz no Brasil. Comecei pelo Flamengo, que é um clube maravilhoso, é um clube de ponta do Brasil. Depois fui para Coritiba, Athletico-PR, Vasco, todos campeões. Então, eu sou muito feliz de poder vestir a camisa desses grandes clubes. E agora, cara, eu estou vivendo uma coisa nova, um desafio novo na minha carreira, que é aqui na Arábia. E, se Deus quiser, poderei fazer uma grande temporada aqui e continuar aqui, porque a gente sabe da grandeza desse campeonato e que é um campeonato que vai se valorizar cada vez mais.

- E, às vezes, a gente tem a tranquilidade de poder trabalhar também aqui, porque a gente sabe como que é no Brasil. E que as coisas possam caminhar do jeito certo, do jeito que Deus preparar para nós, para fazer uma grande temporada e continuar a fazer boas temporadas. E, se Deus permitir, ficar algum tempo aqui fora para também fazer uma grande carreira e grande nome aqui também na Arábia.

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