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Polícia Civil prende 11 por agiotagem no DF; grupo ameaçava pessoas e cobrava juros de até 20% ao mês em empréstimos

Polícia Civil prende 11 por agiotagem no DF; grupo ameaçava pessoas e cobrava juros altos

G1 — Brasil · 2026-09-11T09:37:12.000Z

Polícia Civil prende 11 por agiotagem no DF; grupo ameaçava pessoas e cobrava juros altos

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta semana 11 suspeitos de integrar uma organização criminosa de agiotagem.

Segundo as investigações, o grupo oferecia empréstimo em dinheiro com juros de até 20% ao mês -- e ameaçava as vítimas de maneira ostensiva para cobrar as dívidas.

Ao todo, 47 mandados judiciais foram cumpridos no Distrito Federal, Tocantins e Goiás. Pelo menos um dos alvos segue foragido.

Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF

Entre os presos está José Luiz Silva Sá, que é sargento reformado da Polícia Militar de Goiás. Segundo a polícia, ele usava armas de fogo para ameaçar os devedores e agia com violência.

Áudios mostram intimidação

O g1 teve acesso a áudios enviados pelos criminosos que ameaçavam matar quem não pagasse a dívida. Duas mulheres eram responsáveis pelo envio dos áudios

No material em posse da polícia, elas falam frases como:

"Vou encher a sua cara de bala";

"Hoje, eu só saio daqui com o meu dinheiro";

"Estou te esperando aqui fora”.

Em um vídeo divulgado pela polícia, um dos presos se senta no sofá com muito dinheiro e afirma que levou tudo em um saco. Ele ainda diz no vídeo que o dinheiro entra e sai rápido.

“Antigamente, o dinheiro corria atrás de mim, e hoje sou eu que corro atrás do dinheiro.” Ele foi identificado pela polícia como Adailton Fernandes de Oliveira e também foi preso.

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Carros, celulares e armas

A operação apreendeu oito carros de luxo, celulares, dinheiro, dez armas de fogo e uma grande quantidade de munição.

Segundo os investigadores, a organização criminosa era especializada na concessão de empréstimos com juros abusivos e cobranças diárias, com atuação no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Tocantins.

Em oito meses, os investigados movimentaram R$ 10 milhões. Eles usavam contas de familiares e de pessoas jurídicas para tentar fazer a lavagem do dinheiro.

Segundo a polícia, a investigação começou depois que um comerciante da Feira dos Goianos, de Taguatinga, pegou um empréstimo e não conseguia quitar a dívida. Os parentes dele passaram a receber as cobranças com ligações e violência.

Vítimas devem preservar mensagens

A orientação da polícia é que as vítimas não apaguem as mensagens de ameaça, pois elas são provas do crime.

“A agiotagem se alimenta, muitas vezes, do silêncio e do medo das vítimas. Por isso, é fundamental que qualquer pessoa submetida a juros abusivos, ameaças ou cobranças intimidatórias procure a Polícia Civil e registre a ocorrência. A vítima não deve apagar mensagens, áudios ou comprovantes de pagamento, pois esses elementos são importantes para a investigação”, afirmou o delegado Rogério Rezende.

Os presos são investigados por crime como extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Ao fim da apuração, o Ministério Público decidirá quais crimes incluir na denúncia à Justiça.

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