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Marilson Roseno, à esquerda, e Daniel Vorcaro, à direita
G1 — Brasil · 2026-09-11T13:15:11.000Z
Marilson Roseno, à esquerda, e Daniel Vorcaro, à direita
A Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas do caso Master para avaliar uma eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal apontado pela investigação como integrante de um grupo de monitoramento e intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O pedido consta de um ofício de 7 de maio de 2026 encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso. O documento integra os autos das investigações sobre o Master cuja retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite dessa quinta-feira (10).
No ofício, a CGU solicitou informações bancárias e dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp, que pudessem indicar recebimento de vantagem indevida ou atuação irregular do ex-servidor.
Segundo o documento, Marilson se aposentou em 15 de agosto de 2022. O órgão pediu os elementos para analisar se seria possível aplicar a penalidade prevista na legislação dos servidores públicos federais.
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🔎 A regra prevê a cassação da aposentadoria quando o servidor cometeu, enquanto estava na ativa, uma falta que poderia levar à demissão. Por isso, a avaliação exige esclarecer também quando os fatos ocorreram.
O ofício não determina a cassação nem apresenta uma conclusão sobre a responsabilidade administrativa do ex-escrivão. Trata-se de uma solicitação de provas para subsidiar essa avaliação.
O que a CGU pediu
A solicitação integra um pedido mais amplo de compartilhamento de documentos da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master.
No trecho sobre Marilson, a CGU pede acesso, caso existam nos autos, a:
Informações bancárias que possam indicar recebimento de vantagens indevidas;
Dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp;
Elementos que possam demonstrar atuação irregular do ex-escrivão.
A CGU explica que a atuação busca apurar possíveis infrações administrativas de agentes públicos e empresas. Essa frente é distinta da investigação criminal conduzida pela Polícia Federal.
O que a investigação atribui a Marilson
Em voto que integra os autos, Mendonça reproduz informações da investigação que situam Marilson como integrante de uma estrutura informalmente chamada de “A Turma”.
'A Turma': quem é quem no grupo investigado por ameaças que levou à nova prisão de Vorcaro
Segundo os elementos descritos pelo ministro, o grupo atuava na obtenção clandestina de informações sigilosas, no monitoramento de pessoas consideradas adversárias e em ações de intimidação para proteger os interesses de Vorcaro.
A investigação aponta que Marilson usava a experiência e os contatos da carreira policial para auxiliar na obtenção de dados e na vigilância de alvos. Entre as pessoas de interesse do grupo, o documento menciona jornalistas, ex-funcionários e outros críticos.