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Funcionária acusa vereador de assédio sexual e moral em São Luiz; Polícia Civil abre investigação

Vereador Roberto da Rocha Silva, conhecido como Roberto Curió (PP), de São Luiz

G1 — Brasil · 2026-09-11T16:35:13.000Z

Vereador Roberto da Rocha Silva, conhecido como Roberto Curió (PP), de São Luiz

Uma funcionária de 22 anos da Câmara Municipal de São Luiz, no Sul de Roraima, acusou o vereador Roberto da Rocha Silva, conhecido como Roberto Curió (PP), que é chefe dela, de assédio sexual e moral. Ela relatou os episódios à Polícia Militar, que registrou um boletim de ocorrência nesta quinta-feira (10). A Polícia Civil abriu investigação.

Procurado, o vereador disse ser vítima de calúnia motivada por vingança pela funcionária. Segundo ele, a denúncia dela surgiu após ele mandar demiti-la por baixo desempenho e faltas injustificadas ao trabalho. "Tenho consciência limpa. Não sou homem de tá tomando gosto com ninguém. Brinco com todas as pessoas, gosto de brincar, mas com respeito", afirmou.

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No BO, a funcionária relatou que os episódios de assédio ocorreram de forma reiterada. Segundo ela, nos últimos dias, a situação se intensificou quando o vereador a chamou de "puta", "corna" e fez comentários de teor sexual e constrangedor.

A Polícia Civil informou que iniciou a investigação sobre o caso. Afirmou ainda que "estão sendo adotadas as providências necessárias para a apuração dos fatos".

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Procurada, a Câmara de Vereadores não enviou resposta até a última atualização da reportagem. O g1 também contatou a funcionária para saber se ela registrou o caso em alguma outra instituição, mas ela não respondeu as mensagens.

Além disso, a jovem disse ainda que o vereador teria dito para que ela "chupasse o dedo dele" e a chamou de "safada", afirmando "que ela sairia ficando com pessoas na cidade em troca de dinheiro".

Após o receber o relato da funcionária, a PM listou no BO os crimes de assédio sexual, difamação e injúria cometida na presença de várias pessoas ou por meio que facilite a divulgação.

Diante da situação, a funcionária afirmou que isso têm causado sofrimento emocional e crises de ansiedade. Segundo ela, faz uso de medicamentos prescritos durante acompanhamento psicológico.

Roberto Curió é vereador desde outubro de 2025, há 11 meses. Ele assumiu o cargo porque outro parlamentar foi cassado por compra de votos nas eleições municipais de 2024.

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