ITATIBA1

‘Vou voltar a comprar online’, diz amapaense sobre fim da taxa das blusinhas

O que muda com o fim da ‘taxa das blusinhas’

G1 — Brasil · 2026-09-11T16:56:05.000Z

O que muda com o fim da ‘taxa das blusinhas’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (10) o fim da “taxa das blusinhas", que cobrava 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A mudança, que afetava encomendas online recebidas no Amapá e nos demais estados, mantém o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Apesar do nome, a taxa atingia compras de diferentes tipos de produtos em plataformas online, como roupas, maquiagens, eletrônicos e brinquedos.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp

A estudante de direito Bianca Furtado, de 26 anos, conta que parou de comprar com frequência em sites internacionais após a criação da taxa. Antes do imposto, ela chegou a fazer três compras distintas no mesmo mês, com valores de até R$ 230, o equivalente a US$ 45 cada.

“Agora vou voltar a comprar online. Eu fazia muitos pedidos, mas parei por conta do imposto. Um adicional em cada compra mensal acabava saindo bem mais caro e não valia mais a pena, ainda mais porque o frete já é alto para nossa região”, contou.

No caso de Bianca, em uma única compra de R$ 230, primeiro era cobrado o imposto de importação de 20%, que acrescentava cerca de R$ 46 ao valor. Com a taxa, a compra subia para R$ 276.

Depois, sobre esse novo valor, ainda era aplicado o ICMS de 17% "por dentro". Esse cálculo significa que o imposto já está embutido no preço final, e por isso o total da compra não terminava em R$ 276, mas sim em aproximadamente R$ 286, sem contar com frete e outras taxas.

🔎 O ICMS “por dentro” funciona de um jeito diferente do cálculo comum “por fora”. Em vez de simplesmente somar 17% ao valor da compra, o imposto já está embutido no preço final e é calculado dentro dele mesmo. Por isso, o cálculo é feito dividindo o valor original por 0,83.

Amapá reduz taxa de analfabetismo para 4,5%, aponta Pnad Contínua

Consumidores não precisam pagar a taxa de importação de 20% em compras realizadas em sites internacionais

Como solução para o problema, Bianca passou a organizar compras com pessoas conhecidas e dividir o valor do frete e dos impostos.

“Quando eu queria muito algo, eu esperava alguma amiga minha ou alguém da minha família e a gente fazia uma compra maior, dividindo os adicionais, mas não era com a mesma frequência de antes”, disse.

Como fica com o fim da taxa de importação

Sem o imposto de importação de 20%, cada compra de R$ 230 (US$ 45) passou a ter apenas a cobrança do ICMS de 17% "por dentro". Nesse caso, por exemplo, o valor da compra sobe para cerca de R$ 269,10 (US$ 52,65), considerando a cotação do dólar desta sexta-feira (11).

Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá

Leia no Itatiba1 →