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Premier League tem número histórico de novos técnicos; entenda
ge — Futebol · 2026-09-11T18:00:00.000Z
Premier League tem número histórico de novos técnicos; entenda
O clássico de Manchester deste domingo coloca frente a frente dois projetos em transformação. O Manchester United tenta recuperar o protagonismo perdido na última década, enquanto o City inicia uma nova era após a saída de Pep Guardiola, que dominou o dérbi durante esse período. Em 10 anos, surgiu um abismo esportivo entre os rivais, e uma distância financeira relevante.
Acompanhe o Dérbi de Manchester em Tempo Real no ge às 12h30 deste domingo.
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Mbeumo em Manchester United x Manchester City
A poucos dias do clássico no estádio Old Trafford, o momento dos dois times é o seguinte, em termos de resultados: o City é o líder da Premier League, com 100% de aproveitamento em três rodadas. Por outro lado, a equipe perdeu a Supercopa da Inglaterra para o Arsenal.
O United, por sua vez, ocupa hoje a 11ª posição na tabela de classificação do Campeonato Inglês, com quatro pontos. O time perdeu para o Hull City, ganhou do Ipswich Town e empatou com o Everton.
Michael Carrick é o técnico do Manchester United desde meados de janeiro deste ano. Curiosamente, a estreia foi num clássico contra o City — vitória por 2 a 0. Outrora interino, ele foi efetivado no cargo no final de maio. Ele conduziu o United à terceira posição na Premier League passada, e classificou o time para a Champions League 2026/27.
Carrick é a cara de um novo momento do United, que busca retomar o protagonismo no futebol inglês. Desde a temporada 2013/14, a primeira sem Alex Ferguson no comando, o time disputou a Champions oito vezes, incluindo a atual, de 14 possíveis. De lá para cá, conquistou duas Copas da Inglaterra, uma Copa da Liga Inglesa, uma Supercopa da Inglaterra e uma Liga Europa. Nada de título da Premier League.
— Temos a humildade e o realismo necessários para reconhecer de onde viemos na história recente. Precisamos — e queremos — ser melhores e disputar coisas maiores. É esse o nosso momento. Isso não significa que não possamos ou não vá acontecer; pelo contrário: continuamos esperando, acreditando e confiando que podemos e devemos chegar lá — comentou o treinador, na entrevista coletiva desta sexta-feira.
Michael Carrick foi efetivado como técnico do Manchester United para a temporada 2026/27
Nesse período mais recente com Michael Carrick, o Manchester United disputou 20 jogos: venceu 12, empatou três e perdeu dois. O clube gastou na última janela de transferências mais de 173 milhões de euros (R$ 1 bilhão) em apenas três reforços: Baleba, Andrey Santos e Tielemans. A única saída significativa foi o volante brasileiro Casemiro. O elenco, por tanto, não teve tantas mudanças.
A realidade do rival foi diferente, na primeira janela pós Guardiola. Deixaram o City: Savinho, Reijnders, Rodri, Nico González, Trafford, Akanji, Aké, Bernardo Silva, John Stones, Marmoush, entre outros.
Pep Guardiola assumiu o City há aproximadamente 10 anos, em julho de 2016, e o clube dominante de Manchester virou outro. Sob o comando do técnico espanhol, a equipe emplacou 11 participações consecutivas na Champions. Ficou sempre no mínimo em terceiro lugar no Campeonato Inglês — conquistou seis títulos da liga. E levantou mais 14 troféus, nacionais e internacionais.
Só que Guardiola foi embora. Esse será o primeiro dérbi sem ele. Quem lidera o Manchester City agora é Enzo Maresca, ex-auxiliar de Pep. O clube gastou mais de 520 milhões de euros na última janela de transferências, indicativo claro de que o projeto esportivo do City também passa por transformação, rumo ao "modelo Maresca".
— O foco principal não é "é o meu primeiro clássico e quero ganhar o jogo". Claro que quero vencer, mas é porque queremos continuar ganhando partidas. Acho que são jogos especiais para todos: para os torcedores, acima de tudo, para o clube, para os jogadores e para a comissão técnica. É um jogo especial para todos; eu gosto desse tipo de partida — afirmou Maresca, em entrevista coletiva nesta sexta.
Sob a batuta de Pep Guardiola, o City jogou 29 clássicos contra o United: venceu 14, empatou cinco e perdeu 10.
Enzo Maresca é o novo técnico do Manchester City, após a saída de Pep Guardiola
Champions gera diferença financeira
O Manchester United continua sendo um dos clubes mais valiosos do mundo. O terceiro no ranking, para ser mais exato. Segundo a revista Forbes, o United está avaliado hoje em 7,2 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 36,6 bilhões. O City ocupa o sétimo lugar, com valor de 5,5 bilhões de dólares (R$ 28 bilhões).
Só que hoje o faturamento do Manchester City é maior. O clube arrecadou na temporada 2024/25 um total de 829,3 milhões de euros, contra 793,1 milhões de euros do rival, segundo relatório da consultoria Deloitte publicado neste ano.
— Por qualquer régua que se meça, o Manchester United ainda é o clube mais valioso do Reino Unido. A gestão do City, além de vitoriosa, tem claramente estratégia e plano operacional seguidos à risca. O United tenta reencontrar o caminho da dominância que teve no passado recente. Aos olhos externos, tem tido uma caminhada errática, aparentemente, baseada em tentativa-e-erro — comentou Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.
Guardiola se emociona e chora com mensagens de torcedores do Manchester City
O City acumulou 343 milhões de libras (R$ 2,3 bilhões hoje) a mais do que o United entre 2016 e 2025, segundo informações do jornal britânico "Telegraph", em receitas de direitos de transmissão na TV e premiações por causa da presença mais constante na Champions League.
Desde que Ferguson deixou o United, o time disputou 55 jogos de Champions, incluindo o desta quinta-feira contra o Sabah. No mesmo período, o City encarou 134 jogos do torneio. Estar na principal competição de clubes da Europa constantemente garante dezenas de milhões de euros por temporada.
— As frequentes mudanças de comissão técnica do Manchester United - composição e perfil - emitem sinais de pouca firmeza no direcionamento estratégico, e não permitem muita base de comparação com o modelo da continuidade e da padronização de estilo de jogo e de perfil de atletas do City — complementou Moises Assayag.
A diferença financeira por frequentar a Champions League influencia na capacidade de construir um elenco cada vez mais competitivo, numa espécie de círculo virtuoso. O clássico deste domingo entre Manchester United e Manchester City, o primeiro depois de mais de uma década da presença de Guardiola, pode ser o início de uma nova fase.