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Lula e Eduardo Leite no RS, setembro de 2026
G1 — Brasil · 2026-09-11T20:04:45.000Z
Lula e Eduardo Leite no RS, setembro de 2026
O presidente Lula (PT) está no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (11), para assinatura de contratos de obras de proteção contra cheias para ampliar a defesa do estado após a enchente de 2024. Na ocasião, afirmou que as ações de socorro feitas pelo governo federal durante o desastre climático serão padrão em todo o país.
“O que nós fizemos aqui no Rio Grande do Sul foi uma coisa que mudou o padrão do governo federal de atender os municípios. Agora nós vamos ter que ser obrigados a fazer para todo e qualquer município do Brasil que tiver qualquer desastre de calamidade, o padrão é o padrão gaúcho”, disse Lula.
O presidente também cobrou celeridade na liberação de recursos do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece) para a construção de obras de proteção contra cheias.
"Como é que anuncia que vai colocar R$ 6,5 bilhões para atender de forma mais rápida os problemas causados com aquela chuva e, só dois anos depois, a gente está liberando R$ 1,5 bilhão? Quero saber se a culpa é da Caixa, se a culpa é nossa, se a culpa é da cidade, se é do governo do estado, se é do prefeito. É para explicar para o povo por que não aconteceu com a rapidez que a gente queria que acontecesse", cobrou.
'Não é questão de culpa', afirma Leite
Após os questionamentos de Lula, Leite destacou que se tratam de obras complexas, que necessitaram de atualizações, estudos e elaboração de proejtos e disse que não é questão de apontar culpados.
"Acho que não é uma questão de culpa de alguém a ser buscada. Entendo a sua demanda, é a mesma minha, mas não é uma questão de culpa, é uma questão de responsabilidade, são projetos muito grandes, que precisavam ser revistos em função da enchente que aconteceu" declarou.
Socorro federal após enchente
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, elencou investimentos realizados pelo governo federal no Rio Grande do Sul. Segundo ela, foram o estado recebeu R$ 89,6 bilhões do orçamento da União e em financiamentos, além de R$ 27,9 bilhões em isenção dos juros do estoque da dívida gaúcha com a União e R$ 15,1 bilhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), constituído pelo não pagamento das parcelas da dívida após a enchente.
“Nós pudemos recuperar 730 pontes, 570 estradas e realizados 118 obras de drenagem e contenção com os recursos da Defesa Civil”, disse Miriam Belchior.
Ela afirma ainda que 97% dos 497 municípios gaúchos foram contemplados com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).
Também citou o programa Compra Assistida, que destinou 13,9 mil moradias a famílias gaúchas que perderam suas casas, somando valor de R$ 2,7 bilhões.
A agenda de Lula no RS
Lula viajou ao Rio Grande do Sul para compromissos como presidente da República e como candidato à reeleição. A primeira agenda foi logo após pousar na Base Aérea de Canoas, onde encontrou o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) para conversar sobre o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos. Em seguida, visita ao Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).
Às 17h, Lula passa a cumprir agendas referentes à sua candidatura à reeleição nas eleições 2026. Ele participa de um ato de campanha no Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre.
No palanque, estará ao lado da candidata apoiada pelo PT para o governo do estado, Juliana Brizola (PDT), assim como os candidatos ao Senado da chapa: o ex-ministro Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada Manuela d'Ávila (PSOL).
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