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Presidente Lula durante entrevista.
G1 — Brasil · 2026-09-12T00:48:29.000Z
Presidente Lula durante entrevista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (11) que vai reforçar ao presidente Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que não aceita interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil.
Lula e Trump devem se encontrar na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no dia 22 de setembro.
"Na ONU eu sou primeiro a falar, depois que eu falo fala o Trump. Ele vai estar atrás de mim olhando eu falar e depois eu vou ficar olhando ele falar. Eu vou falar, 'ou baixinho', ele é mais alto que eu, 'eu vou dizer: eu não me meto nas eleições americanas porque é uma coisa que interessa ao povo americano, você foi eleito e eu respeito o resultado das eleições. Por favor, não mexa com filho da dona Lindu porque eu gosto de todo mundo, de respeitar e gosto de ser respeitado".
O petista deu a declaração durante um ato de campanha em Porto Alegre.
Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU.
Como é de costume, o líder do Brasil será o primeiro a falar no evento, seguido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, representante do país anfitrião.
🗺️ A Assembleia Geral é um encontro anual que acontece entre os principais governantes e autoridades dos 193 Estados que fazem parte da organização. Vários eventos acontecem durante a reunião — que neste ano tem seis dias de trabalhos
Foi na Assembleia Geral da ONU no ano passado que a “química” entre Lula e Trump aconteceu, após um ano marcado por novas tarifas impostas por Trump ao Brasil e por declarações contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante seu discurso, Trump disse que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável".
"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump.
Apesar das palavras sobre Lula, na ocasião, Trump também criticou indiretamente processo e o Judiciário. Ele afirmou haver "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" no Brasil.
Cerca de um mês depois do breve encontro na ONU, os dois Chefes de Estado tiveram uma reunião de 45 minutos, olho a olho — dessa vez, na Malásia.
Um ano depois, a conversa mais recente entre Lula e Trump foi um telefonema que durou 1h20, após um pedido do presidente brasileiro para falar com o americano.
Na ligação, Trump perguntou a Lula sobre as eleições de outubro. Lula já afirmou que disse ao presidente dos EUA que o Brasil não aceita ingerência de ninguém nas eleições.