ITATIBA1

Presidente do TSE evita comentar crise no Supremo: 'cada agonia no seu tempo'

Ministro Nunes Marques

G1 — Brasil · 2026-09-12T01:18:12.000Z

Ministro Nunes Marques

Tiago Côrtes/ g1rr

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, evitou comentar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda em Boa Vista, nesta sexta-feira (11).

Em Roraima, Marques conheceu a Ouvidoria Indígena na comunidade Maturuca, na Raposa Serra do Sol. Também divulgou o projeto que leva a urna eletrônica para esclarecer dúvidas e incentivar o voto de eleitores que não são obrigados a votar, principalmente idosos acima de 70 anos.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp

A crise no STF é uma escalada de conflitos internos e uma "guerra de liminares" entre ministros da Corte, motivada por investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e pela polarização entre alas lideradas pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Questionado se a crise poderia impactar nas eleições deste ano, Marques falou sobre o TSE.

"Até domingo eu estou me dedicando ao TSE. Cada agonia ao seu tempo, agora é tratar do eleitorado de Roraima", disse rapidamente, enquanto seguia para agenda no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Os principais pontos que definem a crise incluem o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF) e do diretor de inteligência. Também fazem parte do abalo no Supremo relatórios da PF que citavam uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um relatório que questionou a conduta de Mendonça no inquérito do INSS e do Banco Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, adotou uma série de medidas para retomar o controle da Corte, como, por exemplo, anular decisões de Mendonça e assumir a relatoria do Inquérito das Fake News, que estava com Moraes.

A crise no Supremo também conta com o debate sobre o julgamento do "caso Master", sobre se a sessão deve ser pública ou a portas fechadas, e se o material sob sigilo (que inclui conversas de Vorcaro) deve ser anulado, arquivado ou tornado público.

Em setembro de 2027, Fachin encerra o biênio como presidente do STF e o ministro Alexandre de Moraes deve assumir a presidência. Nesse cenário, o ministro Nunes Marques toma posse como vice-presidente, sendo o próximo sucessor da cadeira. Contudo, em meio à crise, ele escolhe esperar sem fazer comentários.

Agenda em Roraima

Marques conheceu no Maturuca a Ouvidoria dos Povos Indígenas, uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) para que indígenas possam fazer sugestões, registrar críticas e elogios sobre os serviços oferecidos pelo TRE-RR.

O canal também funciona como uma fonte de informação acessível, aproximando os povos indígenas da Justiça Eleitoral.

O presidente da Corte Eleitoral também participou da campanha de incentivo ao voto na Praça das Águas em Boa Vista, no centro da cidade. O projeto levou a urna eletrônica para esclarecer dúvidas sobre o voto. O foco são eleitores que não são obrigados a votar, principalmente, idosos acima de 70 anos.

"Roraima é um estado singular. É terra de encontros de diferentes povos, culturas, histórias e modos de vida. Talvez não exista um lugar melhor para lembrarmos que a democracia precisa chegar a todas as pessoas", disse o ministro.

Ministro Nunes Marques durante agenda em Roraima

Tiago Côrtes/g1 RR

Nas Eleições Gerais de 2026, os eleitores vão escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Na urna eletrônica, a ordem de votação será:

Senador (1ª vaga);

Senador (2ª vaga);

🗳️ Cidadania — O poder do voto é o ponto de partida do projeto Amazônia Que Eu Quero 2026, que neste ano tem como tema "Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral". Iniciativa da Fundação Rede Amazônica, a ideia é discutir como as ferramentas digitais influenciam a participação política e a escolha dos representantes.

Sobre a segurança do voto, há várias formas de auditar as urnas eletrônicas para impedir fraudes, como explica o coordenador de tecnologia eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.

"São mais de 40 oportunidades de auditoria e verificação, em que várias entidades fiscalizadoras, incluindo os partidos políticos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal e todos os departamentos de tecnologia da informação de universidades brasileiras podem participar de todo o ciclo de transparência", afirmou o coordenador.

Eleitores de Roraima

O eleitorado de Roraima chegou a 401.496 pessoas aptas a votar nas Eleições Gerais de 2026, segundo dados do TSE. O estado teve o maior crescimento proporcional do número de eleitores do país na comparação com as últimas eleições gerais, realizadas em 2022.

Em relação a 2022, Roraima ganhou 35.256 novos eleitores, um aumento de 9,63%. Na última eleição geral, o estado tinha 366.240 pessoas aptas a votar.

Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master

Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Leia no Itatiba1 →