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Síndrome rara: conheça doença de jovem que viralizou dançando com mãe em hospital no RS

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento

G1 — Brasil · 2026-09-12T07:00:00.000Z

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento

A adolescente de 14 anos que viralizou nas redes sociais ao aparecer dançando com a mãe durante uma internação em Porto Alegre enfrenta a recuperação da síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica rara e grave em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso periférico.

A doença pode provocar fraqueza muscular, formigamento, dormência e, nos casos mais graves, paralisia. Abaixo, entenda mais sobre a doença.

Durante a internação, Livia Borges foi filmada dançando uma rancheira com a mãe. A cena no Hospital da Criança Santo Antônio representava a recuperação de movimentos afetados pela doença.

"Era um momento nosso e que foi flagrado por essa pessoa e que nos trouxe muita felicidade porque deixou um registro do que a gente estava vivendo. Foram os dias tensos, os dias de muita luta, mas a gente está conseguindo vencer", disse Elisiane.

A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório em frente ao hospital. Ela não conhecia mãe e filha nem sabia o contexto da cena. A neuropsicóloga decidiu registrar a dança e publicou o vídeo nas redes sociais.

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento e momento emocionante viraliza

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença rara que faz com que o sistema imunológico ataque estruturas do próprio organismo. Nesse caso, os alvos são os nervos que fazem a comunicação entre o cérebro e diferentes partes do corpo.

A condição costuma surgir após processos infecciosos e tem como uma das principais características a perda progressiva da força muscular.

Segundo o Ministério da Saúde, pode atingir pessoas de diferentes idades, mas apresenta maior ocorrência entre os 20 e os 40 anos. A estimativa é de que sejam registrados de um a quatro casos para cada 100 mil habitantes por ano.

Essas enfermidades costumam apresentar sintomas variados e, muitas vezes, semelhantes aos de problemas mais comuns, o que pode dificultar a identificação do quadro.

Como se desenvolve

Diversos agentes infecciosos já foram associados ao aparecimento da doença. Entre eles, a infecção por Campylobacter, bactéria relacionada a episódios de diarreia, que é apontada como a ocorrência mais frequente.

De acordo com o Ministério, também existem registros na literatura científica de associação entre a síndrome e infecções como dengue, zika e chikungunya, além de outros vírus e bactérias.

Quais são os sintomas

A principal manifestação da Guillain-Barré é a fraqueza muscular acompanhada da diminuição ou ausência de reflexos. Outros sinais também podem aparecer, como:

alteração do nível de consciência;

perda da coordenação motora;

fraqueza nos músculos da face;

dormência, queimação ou coceira nos braços e pernas;

redução ou perda do tônus muscular.

A orientação é procurar atendimento médico com urgência diante dos sintomas para avaliação especializada.

A confirmação da doença pode ser realizada por meio da análise do líquido cefalorraquidiano, conhecido como líquor, além de exames eletrofisiológicos, utilizados para avaliar o funcionamento dos nervos.

Tratamento disponível pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento a pacientes com Síndrome de Guillain-Barré, incluindo diagnóstico, reabilitação e medicamentos. O objetivo do tratamento é acelerar a recuperação, reduzir complicações da fase aguda e minimizar possíveis sequelas neurológicas.

Entre as opções previstas nas diretrizes clínicas estão a imunoglobulina intravenosa e a plasmaférese, procedimento que permite a retirada e o processamento do plasma sanguíneo. A definição da estratégia terapêutica depende da avaliação médica de cada paciente.

Atualmente, o país conta com 136 Centros Especializados em Reabilitação que atendem pessoas com a síndrome pela rede pública. A maior parte dos pacientes também recebe acompanhamento em hospitais durante as fases mais delicadas da doença.

Mãe e filha dançam juntas em hospital para comemorar avanço de tratamento

Lidiane Klein e Arquivo pessoal

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