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Servidor é suspeito de fazer 561 corridas de aplicativo durante expediente; veja o que se sabe

Apuração aponta 267 horas de atividade privada durante o expediente

G1 — Brasil · 2026-09-12T20:35:31.000Z

Apuração aponta 267 horas de atividade privada durante o expediente

Um servidor da Secretaria Municipal de Educação de Porto Nacional, na região central do Tocantins, é investigado por supostamente realizar corridas como motorista de aplicativo durante o horário em que deveria estar trabalhando. Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), foram identificadas 561 viagens e coincidências entre os horários das corridas e os registros de expediente.

O levantamento apontou 267 horas e 30 minutos de atividade privada durante a jornada de trabalho. Em 15 dias, as corridas teriam ocupado mais de seis horas do expediente. O MPTO recomendou que a prefeitura instaure um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.

O que o MPTO identificou?

O Ministério Público cruzou o histórico de uma conta de aplicativo de transporte com as folhas de ponto do servidor, referentes ao período de fevereiro de 2023 a maio de 2026.

Segundo o órgão, houve coincidência entre corridas realizadas em Palmas e horários registrados como expediente em Porto Nacional em pelo menos 134 dias de trabalho.

Como eram controlados os horários do servidor?

De acordo com o MPTO, as folhas de ponto da rede municipal de ensino são preenchidas manualmente.

Entre fevereiro e maio de 2026, o próprio servidor investigado era responsável por atestar sua frequência, na condição de diretor de unidade escolar.

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Quantas horas teriam sido trabalhadas no aplicativo?

O levantamento apontou 267 horas e 30 minutos de atividade remunerada durante períodos registrados como jornada de trabalho. Em 15 dias analisados, a atividade privada teria ocupado mais de seis horas do expediente.

O que será investigado pela prefeitura?

O PAD deverá verificar, entre outros pontos, quem preenchia as folhas de frequência, se havia autorização ou conhecimento da administração sobre a atividade privada e se ela era compatível com o cargo e a jornada do servidor.

Também serão analisadas as condutas das chefias responsáveis pelo controle de frequência e a possibilidade de ter ocorrido pagamento sem a correspondente prestação do serviço.

O servidor já foi considerado culpado?

Não. O MPTO afirma que os dados reunidos até o momento têm caráter indiciário e não representam uma conclusão definitiva sobre a conduta do servidor.

A responsabilização dependerá da apuração administrativa, que deverá garantir o contraditório e a ampla defesa.

O que a Prefeitura de Porto Nacional informou?

A Secretaria Municipal de Educação informou que vai instaurar o Processo Administrativo Disciplinar. Segundo a pasta, o servidor já havia sido notificado anteriormente sobre a denúncia e apresentado defesa prévia.

A prefeitura afirmou que, caso sejam comprovadas irregularidades e eventual dano aos cofres públicos, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis, incluindo o ressarcimento de valores.

A Secretaria também informou que vai avaliar a possibilidade de aperfeiçoar o controle de frequência, inclusive com sistemas eletrônicos ou biométricos.

O que acontece agora?

O MPTO deu prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Porto Nacional instaure o processo administrativo e apure os fatos apontados na recomendação.

Durante o PAD, deverão ser analisados os registros de frequência, os dados das corridas, documentos apresentados pelo servidor e outros elementos relacionados ao caso.

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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.

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