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Bellão analisa empate do Botafogo contra Bragantino
ge — Futebol · 2026-09-13T02:23:14.000Z
Bellão analisa empate do Botafogo contra Bragantino
O Botafogo saiu atrás no placar neste sábado, buscou o empate no Nilton Santos, mas não conseguiu aproveitar a vantagem numérica depois da expulsão de um jogador do Bragantino e ficou no 1 a 1. Depois da partida, Bellão resumiu a atuação em jogo da 27ª rodada do Brasileirão e disse que sua equipe "pecou muito".
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O gol do Bragantino saiu no primeiro tempo, com Monzón marcando contra. Antes do intervalo, Wallace Yan acertou o rosto de Ferraresi e recebeu o cartão vermelho. Vitinho, de cabeça, deixou tudo igual aos 10 da segunda etapa.
Botafogo 1 x 1 RB Bragantino | Melhores momentos | 27ª rodada | Brasileirão 2026
- Acho que a gente iniciou um jogo conseguindo ter posse no campo ofensivo, mas começamos a sofrer um pouco com as transições. Acabou condicionando por ser um jogo lá e cá, lá e cá no primeiro tempo, isso é ruim para a nossa equipe e favorece o jogo do nosso adversário - avaliou Bellão na coletiva.
- Sofremos um gol, como eu tenho falado, sofrer gol no primeiro tempo desestabiliza um pouco o coletivo. Teve a expulsão no final do primeiro tempo, que também condiciona. No intervalo, a gente conseguiu enxergar onde teria vantagens e conseguiu começar muito bem o segundo tempo, com chances, levantando o astral da equipe. A gente faz o gol, depois começa a trocar por ansiedade. A ansiedade acaba condicionando a gente a errar e voltar a sofrer com transição - completou ele.
Bellão, Botafogo x Bragantino
André Durão / ge
"A gente pecou muito em conseguir entender o que precisava fazer no segundo tempo. Essa é a atitude que a gente precisa ajustar para entender bem o que a gente precisa fazer o jogo inteiro", concluiu.
Com o resultado, o Botafogo estaciona nos 32 pontos e ocupa neste momento a 14ª posição na tabela. A equipe precisa se preocupar com a zona de rebaixamento? Bellão respondeu na coletiva:
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- Precisamos ter atenção com responsabilidade. Estou sempre olhando para cima, mas lógico que olho 360. A gente precisa reagir rápido. Entender o momento e reagir rápido para conseguir buscar a vitória. O sentimento que eu tenho e que acho que a equipe tem, porque temos discutido sobre, é que a gente precisa reagir rápido e mudar algumas situações para construir essa vitória - disse ele.
O Botafogo volta a campo pelo Brasileirão na próxima quarta-feira, em jogo atrasado contra o Grêmio. O jogo será s 19h30 (de Brasília), no Nilton Santos.
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Veja as outras respostas de Bellão, técnico do Botafogo, na entrevista coletiva:
Posicionamento do Montoro
- O Montoro jogou exatamente como fez contra o Palmeiras e foi muito bem. Ele alterna dentro e fora. Em alguns momentos ele está aberto para dar uma amplitude, porque é algo que ele sabe fazer e que a gente, hoje, não tem tantos jogadores pelo lado esquerdo. E ao mesmo tempo ele flutua por dentro. Não acho que ele ficou aberto. São recortes. Em vários momentos era o Telles que estava aberto e ele ia jogar entre linhas. Como a equipe do Bragantino fecha muito bem na compactação deles, a gente precisava criar situações de 2 para 1 no lado e às vezes não conseguimos. Mas é uma variação e é a mesma posição que ele jogou contra o Palmeiras e foi muito elogiado.
Como melhor aproveitar o Danilo Santos?
- Eu discordo. Acho que ele não joga de 10 e não jogou de 10 no começo da temporada. Ele é um camisa 8 que muitas vezes corria mais para frente. Não acho que ele jogou de 10. Ele andava mais para frente e pisava mais na área. Acho que ele passou por um momento da Copa, ficou fora do nosso contexto. Treinou bastante, mas jogou pouco e acho que não conseguiu pegar esse ritmo. A equipe ainda não conseguiu se consolidar em evitar transições e acho que também por isso ele opta por vir mais para trás. É um outro recorte. Pra mim ele está jogando de oito, porque o cinco é o Huguinho. Como a equipe deles fechava bem, ele escorregava para o lado do campo. No intervalo tentei ajustar para ele estar mais na frente, ele pisou mais na área. Mas é um cara que queremos isso. Que ele pise mais na frente, pise mais na área e finalize jogadas para voltar a ter volume do primeiro semestre.
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Como pretende fazer um acerto defensivo no Botafogo?
— Acho que a gente tem que entender que tem momentos que não precisa ter efeito. É um problema mais recorrente do que minha passagem aqui. Acho que neste senso de urgência precisamos entender o momento do jogo. Trocaria a palavra maldade por necessidade. Entender a necessidade e o que o jogo está pedindo. Não é só quando tomamos gols, mas às vezes também perdemos bola no campo de defesa. Uma reação rápida para mudar algumas coisas para conseguir a vitória. Tomar gol no primeiro tempo é muito ruim para nossa estratégia. Hoje era um jogo aberto, mas em outros éramos melhores e tomamos o gol. Acho que precisamos desse sentimento de urgência para entender o que precisamos fazer no jogo. Eu consigo analisar o jogo na sua totalidade. O gol escancara muito, mas vejo outros momentos que isso também aparece e por isso acho que nossa equipe precisa entender e ter esse sentimento de urgência.
Como que é dentro do vestiário? Existe uma cobrança para que esse tipo de jogada (saída de bola na defesa) seja diferente?
— Eu vou dizer o seguinte: a gente não se conforma. Eu não estou conformado com isso. Me incomoda muito, incomoda os atletas. O jogo de futebol é condicionado ao comportamento. Quando você tem o hábito, é difícil mudar. Às vezes você quer mudar e não consegue, isso é do ser humano. Nossa equipe tem o hábito de jogar saindo de trás, construindo e não está conseguindo entender esse momento de mudança. Vejo no vestiário, no treinamento, no dia a dia. Mas acho que está faltando no jogo também a gente conseguir estar inconformado. No dia a dia de trabalho está melhorando, mas no jogo ainda não está acontecendo.
Importância do Allan no elenco
- Eu crio muito sentimento de pertencimento. Allan não está jogando, mas está participando e está querendo. No dia a dia, ele é um cara que fala muito com a equipe. Eu incentivo isso. O Edenílson também não jogou hoje e está o tempo todo falando com os jogadores. Para mim, eu enxergo que o jogo é do jogador, quem jogam são eles. Eles têm que criar esse pertencimento. Parece que é só falar, orientar, mas também é cobrança. Isso é muito importante. O Allan, por ser um dos mais experientes do elenco, tem uma capacidade de liderança e de ajuda muito grande, principalmente com os que estão chegando e os mais jovens. Eu estimulo isso bastante
Justino joga o próximo jogo?
- Em relação ao Justino, ele deve estar melhor, deve treinar amanhã. Ele teve uma amigdalite, estava muito mal, ontem ainda não conseguiu trabalhar. Não tem só ele, tem o Arthur Chaves que chegou. Abre o leque de opções nessa situação, vou trabalhar a partir de amanhã pensando nisso.
O que faltou na parte ofensiva do time?
- Não finalizou menos, mas o adversário teve melhores finalizações que as nossas. A qualidade deles foi melhor. Acho que a gente, quando desenhou um jogo com um a mais e eles baixaram o bloco, a gente precisava alternar o ritmo. Tinha que bater de um lado, no meio e ir pro outro, como foi nosso gol. Fazer isso vai facilitar. Também criar algumas oportunidades de criar cruzamentos de dentro da área. Não só de longe, mas também de dentro da área. Essa qualidade de entrada da área faltou pra gente hoje. Eu gostaria que a equipe tivesse mais efetividade em bater do lado, no meio e terminar a jogada.
O que mudou no Botafogo desde a primeira vez que você assumiu?
- Do momento que eu assumi a equipe naquele primeiro semestre para esse, eu vejo a equipe num momento bem diferente. Teve uma mudança, a equipe passa por uma transição de troca de jogadores. Acho que a chegada desses reforços vai nos ajudar a construir uma reta final de campeonato. O pós-Data Fifa vai ser muito importante para criar um equilíbrio na equipe com os jogadores novos para se entrosarem e condicionarem cada vez mais. Naquele momento, a gente vinha de um início de ano, eu assumi no final de março. A equipe vinha de uma pré-temporada, em um outro momento, apesar da falta de resultado também ser parecida. Mas tínhamos uma ideia de jogo que eu consegui adaptar mais fácil. Nesse momento, como estamos em um momento de transição, estamos com mais dificuldade de adaptar o jogo para o que o momento está pedindo. Por isso, a gente precisa entender que o momento é de ganhar jogos e de pontuar. Esse é o panorama de diferença.
Reestreia do Tiquinho
— O Tiquinho tem um sentimento de pertencimento muito grande. Na coletiva ele fala do quanto queria estar aqui de novo. O dia a dia dele é muito bom. Atitude sempre boa. É um cara que é muito bem visto no clube. Acho que a gente deposita uma esperança muito grande nele, mas ele ainda está em momento de se recondicionar. Por isso que ele ainda está criando uma capacidade para jogar mais. Sustentar mais minutos e evitar uma lesão. Se eu colocasse ele no intervalo, ele poderia não aguentar. Estou muito feliz que ele tenha voltado. Todos nós esperávamos que ele voltasse e fizesse um gol, mas acho que em breve ele vai ter esse final feliz.
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