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Perícia usar scanner 3D e luminol no caso Larissa
G1 — Brasil · 2026-09-13T08:00:00.000Z
Perícia usar scanner 3D e luminol no caso Larissa
A técnica em radiologia Larissa Morata tinha 19 lesões espalhadas pelo corpo, além do ferimento provocado pelo tiro que a matou, segundo conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML).
O documento, que a equipe de reportagem teve acesso, descreve lesões externas, entre elas equimoses e escoriações encontradas nas palpebras, mão, pés, joelhos, perna e quadril (veja vídeo acima). A polícia quer saber quando e como esses machucados foram causados.
Larissa morreu baleada na cabeça, dentro do banheiro da casa onde morava com o marido, o soldado Vinicius Silva, e o filho de 2 anos, no último domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e tem como principal hipótese o feminicídio. Vinicius está preso pelo crime. A tese de suicídio, alegada por ele, foi afastada pela polícia depois dos resultados dos exames periciais.
A técnica em radiologia Larissa era casada com o PM Vinicius. Polícia apura se ela se matou ou se foi assassinada em Embu das Artes..
Nesta sexta-feira (11), peritos da Polícia Técnico-Científica realizaram nova perícia no imóvel. Eles usam scanner 3D, para reproduzir o ambiente e analisar posições, alturas e a trajetória do disparo, e luminol, que pode revelar vestígios de sangue não visíveis a olho nu.
O Instituto de Criminalística (IC) já concluiu que o tiro não foi encostado na cabeça. Segundo a análise pericial, o disparo ocorreu a certa distância e atingiu Larissa pelas costas, enquanto ela estava em pé.
A trajetória da bala foi um dos elementos usados no pedido de prisão de Vinicius, na segunda-feira (7). Como Larissa era destra e o tiro teve trajetória da esquerda para a direita, a hipótese de que ela se matou perdeu força para os investigadores.
O laudo apontou que ela morreu por traumatismo craniano provocado por ferimento de arma de fogo. A pistola usada no disparo pertencia a Vinicius e foi encontrada sob o corpo da vítima.
Versão do PM
Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada
No domingo passado, policiais militares foram chamados por Vinicius à residência do casal. Ele afirmou que havia pedido a separação e que, depois disso, Larissa teria pegado a arma dele e cometido suicídio.
A família da vítima contesta a versão. Parentes relataram episódios de ciúmes excessivos, comportamento possessivo, agressões e ameaças atribuídos ao policial.
Também levantaram a possibilidade de motivação patrimonial, já que Larissa havia recebido imóveis de herança e, com a morte dela, os bens poderiam passar para Vinicius. O policial nega ter matado a esposa.
Irmã de PM
Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi preso na investigação que apura a morte da esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos.
A irmã de Vinicius, Thamires Matias, também é investigada, por suspeita de fraude processual no caso. Na quinta-feira (10) ela foi alvo de busca e apreensão e depois entregou na delegacia o celular para ser periciado.
A suspeita surgiu após divergências entre os depoimentos dos irmãos. Vinicius afirmou que Thamires não estava na residência no momento da morte. Ela, porém, disse que estava no imóvel quando ocorreu o disparo.
De acordo com a investigação, estavam no imóvel: Larissa, de 29 anos; Vinicius, de 26; o filho do casal, 2; e a irmã do PM, 19.
Vinicius e Thamires ainda não foram interrogados ou indiciados pela Polícia Civil pelos crimes investigados. A polícia aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a versão de assassinato.
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