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Roraima pode ter um aumento de até 50% no valor do frete no final de 2026 e início de 2027 por conta do El Niño, segundo pesquisa do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER) divulgada em agosto deste ano.
G1 — Brasil · 2026-09-13T14:46:45.000Z
Roraima pode ter um aumento de até 50% no valor do frete no final de 2026 e início de 2027 por conta do El Niño, segundo pesquisa do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER) divulgada em agosto deste ano.
🔎 O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Ele pode alterar a circulação da atmosfera e mudar padrões de chuva, temperatura e vento em diferentes partes do mundo.
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O fenômeno, além de encarecer o valor do frete, pode atrasar o abastecimento. Roraima recebe produtos importados pela BR-174 vindos de Manaus, porém a mercadoria que antes chegava de navio, tem que ser transferida para balsas em trechos de menor profundidade devido à seca.
Segundo o relatório da FIER, a necessidade de transferir as cargas aumenta os custos da operação e pode levar à cobrança da chamada "Taxa Seca". Com isso, os fretes rodoviários e fluviais destinados a Roraima podem ficar 25% a 50% mais caros.
O prazo de abastecimento, normalmente de 15 a 20 dias, pode ultrapassar 45 dias durante esse período.
Roraima registrou chuvas intensas no primeiro semestre de 2026, que levaram o Rio Branco a atingir o nível de alerta para inundação em junho. No entanto, o estudo prevê que a transição para o El Niño deve antecipar o fim do período chuvoso e aumentar a vulnerabilidade do estado a partir dos últimos três meses do ano.
Impactos do El Ninõ nos municípios de Roraima
O relatório divide Roraima em cinco grupos de municípios, de acordo com os principais impactos esperados durante o período.
Em Rorainópolis, São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Caroebe, o relatório aponta problemas na disponibilidade de água e indica a necessidade de medidas de adaptação de longo prazo.
Em Boa Vista e Cantá, o aumento das temperaturas pode pressionar os recursos hídricos e afetar o abastecimento de água e a pecuária familiar.
Em Amajari, Alto Alegre e Pacaraima, o relatório prevê que igarapés podem secar e incêndios podem avançar pelas regiões de serra. O cenário pode dificultar o acesso às comunidades e prejudicar a agricultura e a pecuária indígena e familiar.
Em Mucajaí, Iracema e Caracaraí, áreas já desmatadas podem ficar mais vulneráveis aos incêndios durante a seca associada ao El Niño. Segundo o relatório, o fogo pode atingir pastagens e provocar perda de peso no rebanho.
Já em Bonfim, Normandia e Uiramutã, a perda de umidade do solo e o desaparecimento de fontes de água podem obrigar o gado a percorrer distâncias maiores sob temperaturas elevadas. Segundo o relatório, a situação aumenta o risco de morte de animais por exaustão térmica.
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