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Cresce busca de crianças e adolescentes por apoio emocional no CVV em Rio Preto
G1 — Brasil · 2026-09-13T14:37:13.000Z
Cresce busca de crianças e adolescentes por apoio emocional no CVV em Rio Preto
O Centro de Valorização da Vida (CVV) de São José do Rio Preto (SP) registrou um aumento na procura por atendimento entre crianças e adolescentes de 10 a 17 anos.
De janeiro a agosto deste ano, o local realizou cerca de 32 mil atendimentos, mantendo uma média mensal de 3 mil a 3,5 mil ligações. Durante o mês de setembro, segundo a associação, a expectativa é de atingir a marca de 5 mil chamadas. Veja abaixo como se tornar um voluntário.
João trabalha como voluntário no CVV em Rio Preto (SP)
Em entrevista à TV TEM, o coordenador do CVV, Francisco Garcia, informou que o público infanto-juvenil tem enfrentado sobrecargas emocionais precoces.
A situação acende um alerta para a saúde mental dos mais jovens, que buscam o serviço gratuito de escuta para relatar crises de ansiedade, depressão, bullying, automutilação e o distanciamento afetivo dos pais.
"Essas crianças que ligam para o CVV buscando ajuda trazem para nós relatos de crise dentro de casa: crise financeira, crise de aceitação de si mesmo, bullying. A correria do dia a dia acaba fazendo com que essas crianças se sintam sozinhas. Hoje, percebemos que temos crianças vivendo problemas de adultos", avalia o coordenador.
No entanto, apesar da alta procura, a estrutura atual da entidade opera no limite de sua capacidade. Ainda segundo Francisco, o CVV conta com 21 voluntários ativos em Rio Preto. Para que o atendimento não seja interrompido e para suprir a demanda da região, seriam necessárias 56 pessoas.
Devido ao baixo número de atendentes, estima-se que 25% das ligações destinadas ao posto acabam não sendo finalizadas imediatamente, caindo em uma fila de espera nacional.
Como se tornar um voluntário do CVV
Para tentar expandir a equipe de atendimento, o CVV de Rio Preto está com inscrições abertas para novos voluntários. O trabalho não é remunerado, realizado de forma anônima, sigilosa e sem julgamentos morais ou religiosos.
O que faz: realiza atendimento presencial, telefônico (188), via chat ou e-mail, oferecendo escuta ativa e empática a quem passa por sofrimento emocional;
Dedicação exigida: plantões semanais de aproximadamente 4 horas;
Requisitos: ter no mínimo 18 anos completos e disponibilidade para realizar o curso preparatório gratuito oferecido pela instituição.
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