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Brasileiro dá volta ao mundo sozinho em monomotor e retorno ao país tem parada em João Pessoa; VÍDEO

Brasileiro dá volta ao mundo em monomotor e faz retorno em João Pessoa, na Paraíba

G1 — Brasil · 2026-09-13T15:52:21.000Z

Brasileiro dá volta ao mundo em monomotor e faz retorno em João Pessoa, na Paraíba

O brasileiro Alex Frota, natural do Ceará, atravessou os cinco continentes do mundo sozinho a bordo de um avião monomotor experimental. A expedição teve início em março de 2026 e o retorno ao Brasil esta semana teve parada na capital paraibana João Pessoa.

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Conhecido como Alex Bacana, o administrador e piloto afirma ser o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo em um avião monomotor. Ele aterrissou em João Pessoa na última terça-feira (9) e seguiu na capital da Paraíba até a sexta-feira (11). A previsão de chegada a Fortaleza, local de partida da viagem, era o dia 12 de setembro, dois dias antes de fechar os seis meses da expedição.

Brasileiro dá volta ao mundo sozinho em monomotor e retorno ao país tem parada em João Pessoa, na PB

Alex informou ao g1 que João Pessoa foi uma das cidades escolhidas para as últimas paradas da viagem, porque era um dos locais pelos quais o piloto não havia passado ainda durante a volta ao mundo.

Alex passou por diferentes condições de clima, navegação e operação para conseguir completar uma volta ao mundo sozinho passando pelos cinco continentes.

“Já conseguimos os recordes que buscávamos. Agora, a missão é chegar em casa e concluir o projeto”, destacou.

O retorno contou com paradas pelo Caribe e pelo Norte e Nordeste do Brasil.

Trajeto da expedição

Trajeto de Alex Bacana teve início em Fortaleza e passou pelos cinco continentes

O brasileiro saiu de Fortaleza no dia 15 de março e pousou em Oshkosh, nos Estados Unidos, no dia 20 de julho. Segundo ele, foi realizada a versão mais curta da volta ao mundo (confira o trajeto abaixo).

Boa Vista, Norte do Brasil;

Cruzou ilhas do Caribe;

Coreia do Sul;

Contornou a Coreia do Norte;

O plano inicial era continuar a viagem atravessando a América Central e descer pela costa do Pacífico da América do Sul, até entrar no Brasil por Porto Alegre. A rota precisou ser alterada após dificuldades para obter autorizações de voo no México em razão da condição experimental da aeronave.

Os principais desafios enfrentados por Alex durante a expedição foram as condições climáticas, como a chuva intensa na Floresta Amazônica, temperaturas de menos 22 °C na Groenlândia e calor acima de 50 °C no Oriente Médio.

“Passamos de temperaturas abaixo de 20 graus negativos para mais de 50 graus na pista. Na Groenlândia, o avião chegou a congelar e tivemos de usar outro óleo. No Oriente Médio, algumas peças chegaram a sofrer com o calor extremo”, relatou

Durante o trajeto ao redor do mundo, a passagem de Alex pela Ásia coincidiu com o período de monções, ventos sazonais, com a presença de tufões. Já na Sibéria, havia poucas opções de aeroportos e cidades, com grandes extensões de terra pouco habitadas.

Registros feitos por Brasileiro que completou volta ao mundo em monomotor.

O piloto também enfrentou problemas mecânicos durante a expedição. Em Melilla, território espanhol no norte da África, Alex relatou precisar pousar com vazamento de combustível. Os furos no tanque precisaram de reparo antes de seguir viagem pela Europa.

Já entre Dubai e Índia, um problema elétrico levou cerca de duas semanas para ser solucionado.

Além disso, Alex relata que durante a passagem por regiões afetadas por conflitos, ele teve que lidar com dificuldades tecnológicas e burocráticas, como trechos sem sinal confiável de GPS, o obrigando a utilizar mapa e cronômetro.

O piloto precisou aguardar mais de uma semana para conseguir uma escala antes de chegar à Rússia. A Coreia do Sul foi incluída na rota após tratativas.

“O desafio burocrático era o que mais me preocupava porque não dependia só de mim. O clima você acompanha, o avião você prepara, mas uma autorização pode simplesmente não sair”, diz.

Brasileiro que deu volta ao mundo em monomotor fez registros em diferentes países do mundo.

Após aterrissagem em Fortaleza para encerrar a expedição atual, o piloto pretende iniciar uma viagem mais curta. Ele projeta um Giro pelo Brasil, estimado em 20 e 30 dias, com paradas para realização de palestras.

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