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Mais de 800 quilos de cassiterita foram apreendidos em Rondônia
G1 — Brasil · 2026-09-14T09:00:00.000Z
Mais de 800 quilos de cassiterita foram apreendidos em Rondônia
O Ministério Público Federal (MPF) acusa quatro empresas e seis pessoas por organização criminosa que causou danos que somam R$ 1,7 bilhão na Terra Indígena Yanomami. O grupo é réu por integrar um esquema de exploração ilegal de ouro e cassiterita.
Entre os principais acusados está o empresário Rodrigo Cataratas, a mineradora White Solder Metalurgia e Mineração e o sócio Alessandro Saccoman Torrente.
De acordo com o MPF, a estrutura dividia-se entre a extração dos minérios na região do Pupunha, na bacia do Rio Mucajaí, ao Sul de Roraima; logística aérea, transporte; e o núcleo societário, financeiro e comercial.
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O pedido é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, no Acre, em Roraima e em Rondônia. A ação foi publicada no dia 4 de setembro.
Os réus são:
Rodrigo Martins de Mello, empresário garimpeiro;
White Solder Metalurgia e Mineração Ltda, mineradora
Alessandro Saccoman Torrente, sócio da empresa White Solder;
Filipe José da Silva Galvão;
Jidalias dos Anjos Pinto;
Nelcides de Almeida Mello;
Valdeci Aparecido Cardoso;
Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil (Coopertin);
Cataratas Poços Artesianos Ltda;
Tarp Táxi Aéreo Ltda.
O g1 solicitou nota de Rodrigo, Filipe, Alessandro, Jidalias e Valdeci e não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A reportagem tenta contato com os demais.
De acordo com o MPF, o esquema era liderado por Rodrigo Cataratas, que atuava como coordenador aéreo e cotista-produtor. Ele utilizava as empresas Tarp Táxi Aéreo Ltda e Cataratas Poços Artesianos Ltda para transportar clandestinamente garimpeiros, combustíveis, insumos e minérios.
Ainda segundo o órgão, Rodrigo recebeu mais de R$ 19 milhões procedentes da conta da cooperativa envolvida. conforme a denúncia, Jidalias dos Anjos Pinto ficava no comando estratégico, enquanto Filipe José da Silva Galvão era sócio-operador, piloto e responsável pela ponte com o transporte aéreo.
Nelcides de Almeida Mello ficava na exploração direta de jazidas com maquinário próprio, tendo pago mais de R$ 5,6 milhões em fretes aéreos entre novembro de 2020 e junho de 2021. Valdeci Aparecido Cardoso ficava na gestão de insumos, equipamentos, controle de produção e suporte em pistas clandestinas.
O levantamento do MPF apontou que o núcleo financeiro era gerenciado por Alessandro Saccoman Torrente, responsável pelo financiamento, fornecimento de maquinário pesado para abertura de cavas, compra de grandes volumes de minério e coordenação do envio da cassiterita para Rondônia.
Toda a cassiterita extraída ilegalmente da Terra Yanomami era encaminhada para a filial da Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil (Coopertin) em Boa Vista. A cooperativa não possuía produção própria nem cooperados atuantes.
O MPF identificou que para simular origem legal do minério, a Coopertin declarava o minério como "produção de cooperados regulares" e emitia notas fiscais de venda para a mineradora White Solder. O minério era falsamente vinculado a permissões referentes a áreas que não foram explorados.
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