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Mãe denuncia escola após filha de 3 anos voltar suja de fezes e urina para casa em Itapetininga

Mãe registrou um boletim de ocorrência

G1 — Brasil · 2026-09-14T10:08:17.000Z

Mãe registrou um boletim de ocorrência

Uma mãe registrou um boletim de ocorrência contra a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Angelina Geraldi da Silva Martins", em Itapetininga (SP), após a filha, de três anos, voltar para casa suja de fezes e urina, na quinta-feira (10). O caso também é investigado pela prefeitura.

A mãe, que preferiu não ser identificada na reportagem, afirma que a situação já aconteceu outras vezes. A primeira vez, segundo ela, foi no início do ano, porém, em uma dimensão menor quando comparada à última.

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Ela diz ainda que houve uma troca de professores no começo do ano e que o atual docente da sala onde a filha estuda é um homem e, segundo ela, o profissional não pode acompanhar as meninas ao banheiro.

"É a primeira vez que esse professor dá aula na escola e, por ele ser homem, ele não leva as crianças ao banheiro. É um auxiliar de sala que leva e ele não é chamado para tudo, então, as crianças estão indo ao banheiro e tomando água sozinhas. Isso está acontecendo desde o começo do ano e eu já conversei na escola, mas não me deram retorno", conta.

A mulher pontua que, apesar da situação ter acontecido diversas vezes, o episódio de quinta-feira (10) foi o que mais a incomodou e a fez registrar o boletim de ocorrência. A mãe afirma que as roupas íntimas da criança estavam muito sujas no momento em que ela foi buscá-la na escola.

"O caso mais grave aconteceu na quinta-feira porque, além de não limparem ela, havia resíduos de fezes e urina nas roupas íntimas e na calça", conta.

Prefeitura Municipal de Itapetininga (SP)

Diogo Del Cistia/g1

Ao chegar em casa, a mãe relata que a filha contou o acontecido e afirmou que o professor não teria deixado ela ir ao banheiro durante o horário de aula.

"Minha filha é uma criança que se comunica muito bem, então, ela sabe falar quando está com vontade de ir ao banheiro e foi o que ela que fez. Ela sabe pedir ajuda e se comunicar. Ela me contou que pediu para ir ao banheiro ontem e o professor não deixou", detalha.

Ao g1, a mãe descreve a situação como revoltante e diz que espera que providências sejam tomadas. Junto ao boletim de ocorrência, ela registrou uma denúncia formal na ouvidoria da Prefeitura de Itapetininga.

"Eu e meus familiares ficamos muito revoltados com tudo isso. Só depois do que aconteceu com a minha filha que eu soube de relatos de mães que passaram pela mesma siotuação. Eu já tinha conversado com a diretora e com a Secretaria de Educação, mas não foi resolvido", desabafa.

Desde o ocorrido, a mãe afirma que a filha está psicologicamente abalada. No entanto, por não ter com quem deixar a criança, ela pretende continuar a levanda na unidade.

"Minha filha estava bem manhosa e chorando. No dia, eu até falei para ela que iria à escola e conversaria com o professor. Ela começou a chorar, pedindo para que eu não brigasse com ele. Foi de cortar o coração", lamenta.

Boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil

Diogo Del Cistia/g1

Problemas de higiene

Além do ocorrido recente, a mulher afirma que entrou em contato com a diretoria da unidade para denunciar problemas de higiene. Ela aponta que todas as crianças da sala onde a filha estuda estariam bebendo água em um único copo compartilhado, o que poderia causar a transmissão de doenças.

"Fui em uma reunião na escola e vi todas as crianças bebendo água no mesmo copo, no mesmo período em que a minha filha começou a ter dores de garganta recorrentes. Conversei com a diretora e ela orientou a comprar uma garrafinha só para ela. Eu colocava todos os dias na bolsa dela, mas ela retornava cheia", lembra.

"Houve um dia em que eu vi a auxiliar de sala jogando a água fora, para fingir que minha filha tinha bebido a água. A infecção da minha filha se agravou tanto que ela precisou tirar as amígdalas e a adenoide", completa.

O que diz a prefeitura

Em nota enviada ao g1, a Prefeitura de Itapetininga afirma que abriu um procedimento administrativo para apurar o ocorrido. Um supervisor de ensino estará no local nesta segunda-feira (14), para averiguar a situação da escola.

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