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Capivara espancada por grupo na Ilha do Governador volta à natureza após dois meses de tratamento
G1 — Brasil · 2026-09-14T10:06:59.000Z
Capivara espancada por grupo na Ilha do Governador volta à natureza após dois meses de tratamento
Começa nesta segunda-feira (14) o julgamento dos 6 homens acusados de espancar uma capivara na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime foi em março. A sessão está marcada para as 13h30, na 21ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.
O animal teve traumatismo craniano, lesão grave em um dos olhos e várias perfurações pelo corpo. Após 2 meses de tratamento veterinário especializado, o mamífero foi solto na natureza.
Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo respondem por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.
Eles estão presos desde o fim de março. Dois adolescentes também foram apreendidos.
Animal foi agredido por pelo menos 8 homens
Relembre o crime
O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento em que o grupo perseguia e espancava o animal na orla do Quebra Coco, na madrugada do dia 21 de março.
Segundo moradores, a capivara fazia parte de uma família de animais que circulava havia anos pela região e convivia de forma pacífica com os moradores.
Imagens de câmeras de segurança mostraram a capivara caminhando pela rua durante a madrugada daquele dia, quando os homens apareceram logo atrás carregando pedaços de pau.
Em outro trecho da gravação, o animal aparece tentando fugir enquanto é perseguido e cercado pelo grupo. A capivara ainda correu por alguns metros, mas caiu depois de ser atingida diversas vezes.
Após o animal cair ferido no chão, os agressores fugiram do local.
Agressores correndo atrás da capivara
Na manhã seguinte, a capivara voltou a ser vista caminhando pelo bairro bastante debilitada e acabou se abrigando em um terreno baldio. Agentes da Patrulha Ambiental foram acionados para conter e sedar o animal antes do encaminhamento para atendimento veterinário especializado.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) identificou os envolvidos poucas horas depois do crime. Semanas depois, os investigados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaema/MPRJ).
Capivara espancada por grupo na Ilha do Governador volta à natureza