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Dólar abre em alta, à espera de novas decisões de juros e de olho em quadro político brasileiro

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (14) em alta, em meio a uma maior aversão ao risco no mercado. A moeda subia 0,56% perto das 9h, cotada a R$ 5,1539.Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Economia · 2026-09-14T12:00:23.000Z

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (14) em alta, em meio a uma maior aversão ao risco no mercado. A moeda subia 0,56% perto das 9h, cotada a R$ 5,1539.Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

O mercado segue em compasso de espera pelas novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de continuar atento ao quadro político brasileiro, tanto em relação à crise do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto em meio à proximidade das eleições presidenciais.

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Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 3,67%, cotado a US$ 108,45. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,45%, a US$ 103,50 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: -0,10%;

Acumulado do mês: -1,06%;

Acumulado do ano: -6,63%.

Acumulado da semana: +1,11%;

Acumulado do mês: +5,12%;

Acumulado do ano: +16,19%.

Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo.

Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.

Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra.

Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos.

O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional.

Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros.

Inflação e juros

Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%.

O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana.

Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho.

🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Já nos Estados Unidos, o CPI teve uma alta de 0,4% em agosto, puxido pelo aumento no custo da gasolina. Apesar de ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, o dado reforça a perspectiva de que o Fed pode aumentar os juros em sua próxima reunião de política monetária.

Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% no mês passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% na base anual, de 2,5% no mês anterior.

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a inflação ao consumidor americano ter vindo em linha com o esperado e em meio à queda do petróleo.

O Dow Jones teve alta de 0,96%, enquanto o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq Composite avançou 0,94%.

Na Europa, os mercados acionários registraram uma alta generalizada diante da queda dos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, para 639,1 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,82%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,39%.

Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed.

O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%.

Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Cédulas de dólar

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