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Autoridades assinam carta de apoio a Fachin
G1 — Brasil · 2026-09-14T12:42:05.000Z
Autoridades assinam carta de apoio a Fachin
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, conta com o apoio de ex-ministros, juristas e empresários, manifestado novamente neste domingo (13), para garantir a realização da sessão que irá analisar as mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Assessores de Fachin ouvidos pelo blog esperam que essa pressão também evite uma suspensão da sessão e que uma decisão seja tomada.
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A preferência da equipe do ministro é que a decisão tomada no plenário seja a favor de investigar as mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, e que a apuração seja comandanda pelo presidente do tribunal para garantir independência.
Isso é importante, na avaliação de assessores do presidente do Supremo, depois do embate aberto entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Foi por isso, inclusive, que Fachin assumiu a relatoria da petição feita por Mendonça contra Moraes sobre as conversas do magistrado com o banqueiro. Neste formato, a expectativa é que o grupo de Moraes seja convencido de que o magistrado não sofrerá nenhum tipo de perseguição e terá todo espaço para apresentar sua defesa.
André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão do Supremo em 2 de setembro de 2026
A nova nota de apoio ao presidente do STF foi combinada para mandar um recado a ministros do Supremo que trabalham, em último caso, pela nulidade do processo (relembre no vídeo acima).
Na avaliação do grupo de apoio a Fachin, tudo é muito grave para ser varrido para debaixo do tapete.
A nova nota é assinada por ex-ministros dos governos FHC, Lula e Dilma, além de juristas, empresários e líderes da sociedade civil.
O documento foi enviado ao ministro neste domingo (13) e afirma que as revelações recentes sobre as relações de ministros do Supremo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os desdobramentos do episódio compõem a “mais grave crise da história do Supremo” e da história republicana do Brasil.
Segundo eles, “a apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”. Na sessão desta terça-feira (15), ex-ministros do STF e juristas que assinaram o documento devem estar presentes no plenário do tribunal.