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Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime
G1 — Brasil · 2026-09-14T12:34:44.000Z
Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra Adalton Martins Gomes, de 45 anos, acusado de matar a namorada, a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22, em um apartamento na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Com a decisão, Adalton passa a responder formalmente ao processo como réu. Ele terá dez dias para apresentar defesa.
O crime aconteceu em fevereiro deste ano. Segundo as investigações, Giovanna morreu por asfixia causada por sufocação direta (relembre mais abaixo). O caso, inicialmente tratado como suspeita de suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após a conclusão do laudo de necropsia.
Adalton foi preso preventivamente em maio. De acordo com a Polícia Civil, ele teria tentado alterar a cena do crime para simular um suicídio.
Relembre o caso
Giovanna foi encontrada morta no dia 9 de fevereiro, no apartamento onde morava, na Savassi. Uma amiga que tinha a chave do imóvel foi até o local depois de estranhar que a jovem não respondia às mensagens e não havia comparecido a um almoço.
No início, a polícia considerou a hipótese de suicídio. Medicamentos espalhados pelo apartamento e o histórico depressivo da jovem contribuíram para essa suspeita. O laudo de necropsia, porém, apontou que ela morreu por sufocação direta.
Segundo a investigação, Giovanna e Adalton começaram a se relacionar em outubro de 2025 e, pouco depois, ele passou a morar no apartamento dela. A polícia também investiga se o homem tinha interesse no patrimônio da estudante, que havia herdado o imóvel, avaliado em cerca de R$ 900 mil.
Ainda conforme as investigações, após a morte, Adalton tentou reconhecer judicialmente uma união estável com Giovanna.
Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito deixando o prédio no período em que a polícia estima que o crime tenha ocorrido (veja o vídeo mais acima).
Segundo a Polícia Civil, Adalton permaneceu em silêncio ao ser preso.
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