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Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 14 de setembro

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 40%

G1 — Política · 2026-09-14T13:38:52.000Z

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 40%

🧶Veja o fio:

1. Quaest: Lula mantém a liderança (36%), mas vê Flávio se aproximar (31%). É a menor distância entre os dois na série histórica de 1º turno da Quaest. Cury vai a 7%, Renan e Caiado aparecem com 4% cada um, Zema tem 1%. Ainda há 10% de indecisos e 7% que não vão votar em ninguém.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

2. Em um eventual 2º turno, continua o empate técnico, mas agora com Flávio Bolsonaro numericamente a frente de Lula: 42% a 40%. É o mesmo resultado observado em abril/26, antes do vazamento do áudio entre Flávio e Vorcaro. Indecisos são 5% e 13% dizem que não vão votar em ninguém.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest 2-16

3. Alguns movimentos merecem um destaque. Flávio tem conseguido um desempenho surpreendentemente alto entre as mulheres, que foram o principal campo de rejeição a Bolsonaro depois da pandemia e da política de facilitação do porte de armas do governo passado.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest 3-16

4. O desempenho de Flavio também chama atenção no Sudeste. A distância para Lula, que já foi de 2pp, agora é uma vantagem de 16pp. Por ser a região mais populosa do país, é onde os candidatos tem passado o maior tempo de campanha.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest 4-16

5. Outro segmento que merece destaque é o do eleitorado que recebe entre 2 e 5 salários. Trata-se do público que foi muito beneficiado com políticas econômicas neste governo, mas que neste momento dá uma vantagem de 10pp a Flávio.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest 5-16

6. Em se mantendo esse cenário calcificado entre lulistas e bolsonaristas, os independentes farão a diferença. Neste momento, a vantagem numérica de Flávio para Lula neste grupo é de 10pp. Vai se consolidando uma vantagem aqui.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest 6-16

7. A alta e constante desaprovação do governo Lula (50%) também ajuda a explicar esse momento. É inédito um incumbente que busca a reeleição e não consegue melhorar sua aprovação durante a campanha. E isso tem feito a diferença. Já que o governo consegue transformar 93% de sua aprovação em intenção de voto (40/43).

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

8. O medo também parece oscilar contra Lula neste momento. De julho pra cá, o medo da continuidade do governo Lula foi de 38% para 44%, uma tendência negativa e constante muito parecida com a curva de intenção de voto.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

9. Essa percepção negativa traduzia em medo está aparecendo principalmente entre as mulheres. No começo do mês passado, o medo de um novo governo Bolsonaro era de 48%. Agora, foi para 42%, mesmo patamar de medo de um novo governo do Lula.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

10. Nas outras simulações de 2º turno, também dá pra ver o momento complicado do governo. Augusto Cury e Lula aparecem tecnicamente empatados, mas com vantagem numérica para Lula: 38% a 36%.

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11. Lula e Caiado também aparecem tecnicamente empatados, também com vantagem numérica para Lula: 41% a 39%.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

12. Contra Renan Santos, o cenário é o mesmo: empate técnico dentro da margem de erro: 41% a 38%. Lula leva vantagem apenas numérica contra todos esses adversários.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

13. Lula leva vantagem estatística no 2º turno apenas no cenário contra Romeu Zema: 45% a 33%.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

14. Mesmo diante de um momento mais negativo, a maior parte (54%) dos brasileiros ainda aposta que Lula vai vencer a eleição. Apenas 31% dizem que Flávio sairá vitorioso dessa disputa. Outros nomes recebem 3% das menções e 12% não sabem responder.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

15. Os que mais acreditam na vitória do Lula são, nesta ordem, Lulistas, esquerda e independentes. Os maiores entusiastas da vitória do Flávio são os bolsonaristas. Chama atenção a mudança de percepção na direita. Passou de 52% para quase 70% a crença, na direita, de que Flávio vai vencer esse ano.

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

16. Em uma eleição que se polariza em torno de dois nomes tão rejeitados (55% para ambos), em que o resultado parece que vai ser resolvido no olho mecânico, também chama atenção o espaço de potencial de voto ainda não aproveitado por Lula. Ele tem 40% em um eventual 2º turno contra Flávio, mas há 45% que dizem que poderiam votar nele. No caso do Flávio, que tem 42%, ele parece estar perto do seu teto (43%).

Veja a análise de Felipe Nunes da pesquisa Quaest

17. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 10 e 13/set; a margem de erro é de 2pp e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-03607/2026.

📝 A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) foi encomendada pelo jornal O Globo e pela Globo para as eleições de 2026.

Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral.

Lula, Flávio, Augusto Cury, Renan e Caiado

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