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Praça dos Três Poderes será fechada ao público para sessão do STF sobre relação de Vorcaro e Moraes; atos serão proibidos

Estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal, em imagem de arquivo

G1 — Brasil · 2026-09-14T20:29:47.000Z

Estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal, em imagem de arquivo

Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

O acesso à Praça dos Três Poderes, na área central de Brasília, será fechado ao público nesta terça-feira (15) em razão da sessão de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os ministros se reúnem a partir das 10h para analisar o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, haverá reforço no policiamento no perímetro da Praça dos Três Poderes e no Anexo do STF.

Atos e manifestações de qualquer teor serão proibidos na Praça dos Três Poderes.

Segundo o governo, os grupos poderão chegar no máximo até a altura da Alameda das Bandeiras – via em frente ao Congresso Nacional, do lado oposto ao da praça.

A Polícia Civil também usará drones e câmeras para o monitoramento, além da célula de inteligência ativada em agosto para cuidar da segurança da capital durante as eleições de 2026. O grupo conta com 22 órgãos de segurança distritais e federais e deve funcionar até janeiro.

Grades e barreiras da Polícia Militar do DF na Praça dos Três Poderes, em Brasília

Fachin convocou sessão para tratar do caso Moraes

O julgamento desta terça foi convocado pelo presidente da Supremo, Edson Fachin, na última quarta (9).

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do relatório da PF. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e devem definir se será aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

A PGR argumentou que Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF, e também que a competência para decidir sobre a eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.

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